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Opinião: Educação cristã; amor, presença, afeto (parte 1)

As mulheres, os homens, as crianças, os adolescentes, os jovens, as famílias; a terra – nosso lar e casa comum; a vida sempre tão amada e maltratada; a alegria, a paz, o abraço; o outro que é nosso irmão… São tantos os desafios que se colocam, cada dia, à educação cristã! É tão importante a missão que os educadores cristãos (pais, mães, avós, professores, psicólogos, catequistas, padres, irmãs, médicos, jornalistas…) têm em mãos todos os dias! Escrever sobre isso é, sobretudo, repetir o que já foi dito tantas vezes: Jesus Cristo é quem nos desafia e o fundamento da educação cristã. É ele que põe as palavras necessárias na nossa boca, fome e sede de vida nova em nossas mãos, luz e ternura no nosso jeito de olhar. Homem e mulher, todos juntos, (salvos de tudo o que nos prende e aniquila) somos o grande desafio da educação cristã. E a paz, a justiça, a partilha fraterna dos bens, a gentileza, a caridade, e a doação ao outro, um horizonte para onde teremos de caminhar e olhar sempre.

A educação é um projeto universal, integral e plural. Com as nossas mãos, com as nossas palavras, com os nossos gestos, só fazemos coisas boas: aquilo que nos faz felizes e ajuda os outros a serem felizes também.

A palavra educa. A arte educa. O humor educa. O gesto, o silêncio, a criatividade e a imaginação educam.

Mas tudo isso são “máquinas” imprescindíveis que precisam de sujeitos (grandes homens e grandes mulheres) que saibam como funcionar com elas. Hoje, quem dos mais novos sente vontade, coragem e vocação para se tornar professor ou professora? Educador ou educadora?

O AMOR que Jesus revela é o único tema, o único meio, o grande recurso pedagógico ao nosso dispor. O abraço que Ele nos dá, recomenda e inspira é a grande pedagogia, programa, manual e estratégia. Muitas vezes dou comigo a pensar: porque é que, frequentemente, os filhos com condições económicas, sociais, culturais e materiais superiores às dos seus pais, avós e bisavós, nem sempre são mais dotados, mais felizes, mais livres e mais humanos? Porque é que uma família excelente pode dar à luz um filho que pode vir a ser o pior ser humano que…  O filho de um grande maratonista não deveria ser mais evoluído, mais rápido, mais inteligente e mais interessante do ponto de vista humano do que os seus pais? E os filhos deste não deveriam ser melhores filhos e melhores seres humanos do que ele foi? E assim sucessivamente?

Professor José Manuel Leite Teixeira, SDEIE Setúbal

Educris|21.10.2020



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