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Porto: «Ensino da EMRC é fundamental no meio da incerteza», D. Vitorino Soares

Bispo auxiliar do Porto agradeceu trabalho dos docentes e pediu capacidade de adaptação em tempos novos

D. Vitorino Soares considera que a educação hoje necessita de “adaptação ao tempo de incerteza que vivemos numa clara abertura à novidade e com confiança num futuro melhor”, afirmou no encontro de formação dos professores de EMRC que lecionam na região do Porto.

Na sua saudação, aos mais de 180 docentes presentes, o prelado agradeceu “o contributo num meio tão heterógeno como a escola” e pediu “capacidade de adaptação” na certeza de “que os saudosismos do passado não trilham caminhos de futuro”.

“Como profissionais, mas também como cristãos, é fundamental olhar este tempo como uma oportunidade de crescimento, de adaptação constante, o que implica uma atitude de disponibilidade em relação aos outros e a Deus capaz de derrubar os muros do individualismo e da indiferença”.

O bispo auxiliar do Porto evocou o contexto atual de pandemia como “um tempo capaz de derrubar a nossas seguranças” e uma oportunidade de “mostrar um cristianismo gerador de confiança”.

“Temos de estar abertos aos desafios que se nos colocam mesmo num momento de aparente desolação, incertezas e quebras de rotina. Este pode ser tempo oportuno para um pacto onde todos possam entrar. Não apenas os professores, alunos e escolas de forma isolada, mas todos, com a sua parte, entrar neste esforço educativo”, apelou.

Para o D. Vitorino Soares os professores de EMRC devem ser na escola “geradores de confiança”, no meio “das incertezas” pois é “importante que os pais sintam que os filhos estão bem entregues nas aulas de EMRC e são aí amados como filhos”.

Fazendo eco do «Pacto Educativo Mundial» o prelado sustentou que esta atitude há-de permitir tornar os alunos protagonistas do seu próprio crescimento”.

O Desafio de trabalhar as «motivações»

Presente na sessão formativa o padre Amaro Gonçalo Lopes apresentou aos docentes o «Plano Diocesano de Pastoral para os dias de hoje».

Considerandos os professores de EMRC como “do melhor que o laicado da diocese tem e são expressão deste compromisso laical”, o pároco da paróquia da Senhora da Hora desafiou os docentes a uma leitura atenta do documento diocesano para “extrairdes dele a vossa quota parte e levardes isso à escola”.

Ao apresentar em cinco tópicos o documento diocesano o padre Amaro Gonçalo Lopes destacou o que considerou ser “fundamental para a ação pedagógica dos docentes em contexto escolar”.

“A questão do cuidado da Casa Comum, que o plano aborda, é para vós. Está presente no vosso programa e nos objetivos da disciplina”.

Para “abordar estas temáticas juntos dos mais novos” e fazer deles “promotores de mudanças efetivas” o sacerdote considerou fundamental “trabalhar as motivações”.

“Como educadores cabe-nos ajudar a discernir as motivações, as virtudes e as ações dos mais novos. Os professores de EMRC tem esta capacidade e carisma de trabalhar por dentro as motivações, as convicções sem as quais não se gera mudança de vida”, apontou.

“Cabe à EMRC não apenas propor ideias, mas trabalhar as motivações, as convicções e as virtudes solidas que advém da espiritualidade cristã, e de outras religiões, preocupadas com a questão da ecologia”, sustentou.

No final da sua apresentação o sacerdote garantiu aos docentes que “a escola e os pais vão agradecer-vos esta trabalho de trabalhar as pessoas por dentro para que por fora possam ser mais ecológicos”.

Educris|19.10.2020

Imagem: Escola Secundária de Seia

 



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