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Évora: No pós pandemia «tudo será diferente», D. Senra Coelho

Arcebispo agradece à “multidão generosa de formadores e catequistas generosos” e pede uma “catequese menos escolar”

D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora escreveu hoje uma carta aos diocesanos onde considera a catequese “uma das mais conseguidas e consolidadas obras da Igreja em Portugal” e saúda o “esforço das comunidades católicas para enfrentar desafios da pandemia”.

Na missiva, enviada hoje ao EDUCRIS, o prelado recorda o tempo pandémico como “um momento especial” para a vida das comunidades cristãs e considera que este poderá ser “uma oportunidade que nos abra as janelas para optar por uma catequese mais criativa”.

Recordando as “inquietantes” palavras do Papa Francisco aos bispos de Portugal aquando da visita ad Limina, D. Senra Coelho lamentou o “desinteresse, em muitos casos, da comunidade cristã pela catequese” e a “desvinculação que parece existir entre as famílias dos catequizandos, os catequisas e a comunidade paroquial” em momentos “de festas u realização dos sacramentos de iniciação”.

Sustentando que “com o final da crise pandémica não vai ser possível continuar a “fazer o que estávamos a fazer” e que “tudo será diferente”, o responsável católico desafia os cristãos a optarem, “com criatividade, por uma catequese da qual desapareça a sua vertente demasiado escolar” e se aproveite a ocasião para recomeçar a “catequese de novo e com moldes novos”.

Consciente sobre “o que é preciso fazer” D. Senra Coelho prioriza a necessidade de rever na prática e na vivência” da “transmissão da fé às novas gerações, através da Iniciação Cristã”.

“Temos hoje uma demasiada escolarização da catequese […] redução da catequese a experiências mais marcadas pela informação do que pela formação de personalidades autenticamente cristãs […] verificação da pobreza dos encontros pessoais dos catequizandos com o Senhor ressuscitado”.

Aos párocos e catequistas o prelado pede que “ajudem os pais das crianças e adolescentes” a entender “a ligação estreita entre a catequese e a Eucaristia Dominical” e pede que, até à celebração da Primeira Comunhão, a família ou pelo menos alguém da família acompanhe regularmente a criança à Missa, de modo a que esta se vá tornando “discípula missionária”.

Reforçando que a catequese “é uma responsabilidade de todos” D. Senra Coelho afirma, como opção da Arquidiocese, a “catequese presencial que tenha continuidade na família” e convida os catequistas a “seguir as catequeses preparadas pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã, com a ajuda dos meios informáticos que estão ao dispor”.

No caso de agravamento da crise provocada pelo Covid-19 o prelado pede que se sigam as orientações e determinações das autoridades competentes, e a continuação da catequese “com o itinerário catequético previsto no catecismo, não propondo matérias digitais que nada tenham a ver com o caminho que se esteja a percorrer na Iniciação da Fé”.

Educris|07.10.2020



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