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Comissão Nacional Justiça e Paz pede atenção ao setor da educação

Organismo da Igreja Católica deu hoje a conhecer nota a partir do «Pacto Global» lançado pelo Papa Francisco

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), organismo laical da Igreja Católica, escreveu hoje uma nota onde sustenta que "não pde haver "amizade social e esperança no futuro sem uma atenção profunda à educação" na linha do que o Papa Francisco declarou, na passada semana, no encontro de relançamento do Pacto Educativo Global.

A organização católica mostra-se preocupada com as consequências do Covid-19, também na área da educação e cita o Papa Francisco que aponta para "mais de 250 milhões de crianças que se vêem privadas do direito à educação" e questiona o destino dado a reforço "de 500 milhões de euros" previstos para o setor em Portugal no Orçamento de Estado para 2021.

"Também em Portugal constatamos que, na proposta de Orçamento do Estado para 2021, a Educação ganha cerca de 500 milhões de euros, mas a maior parte deste reforço está destinada à 'universalização da escola digital'. Escola digital para quem?", questionam na nota enviada hoje ao EDUCRIS.

A Comissão Nacional Justiça e Paz lamenta que o Orçamento de Estado contemple um "reforço de 435 milhões de euros" sem que haja uma referência "à educação básica dos adultos com reduzida literacia" que parece "ter ficado esquecida".

"A pandemia afastou muitas crianças das escolas, apesar de importantes medidas para garantir a todas 'uma educação à distância' de qualidade", reforçam

Como 'dado positivo', no panorâma educativo português,  o organismo destaca a “correspondente adesão e profissionalismo dos professores" perante as medidas de urgência o que “provocou nas famílias um salutar respeito pelo trabalho dos docentes”.

“Preocupam-nos as crianças que ficaram 'de fora' durante os primeiros seis meses da pandemia porque não tinham acesso aos meios tecnológicos e informáticos necessários. Teremos dados estatísticos sobre estas crianças que ficaram “de fora” durante os primeiros 6 meses do confinamento?", questionam.

Educris|20.10.2020



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