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Chile: Igrejas vandalizadas e queimadas

Igreja da paróquia de Assunção, em Santiago, capital do Chile, e outro templo foram incendiados este domingo

A comunidade cristã chilena está em "choque" após a destruição pelas chamas da histórica Igreja da Assunção e a vandalização da igreja de São Francisco de Borja, habitualmente usada pelas forças policiais para cerimónias na capital chilena.

Um ano após os protestos contra o governo os manifestantes gritaram palavras de ordem numa manifestação que emerge à margem das estruturas tradicionais como os partidos políticos e os sindicatos.

“Deixa cair, deixa cair”, foi o grito de alguns encapuzados que festejavam a queda da cúpula da Igreja da Assunção, já consumida pelas chamas, numa altura em que os bombeiros tentavam proteger as pessoas do colapso do histórico edifício.

A comunidade cristã assistiu com “dor e preocupação” a mais este ataque contra igrejas no Chile, pedindo as orações de todos pelo fim da violência.

A Conferência Episcopal do Chile (CEC) manifestou em comunicado o seu repúdio dos contra igrejas na capital do país, este domingo, que destruíram um templo histórico de Santiago, na sequência de um incêndio.

“Estes grupos violentos contrastam com muitos outros que se manifestaram pacificamente. A grande maioria do Chile anseia por justiça e medidas eficazes que ajudem a superar as lacunas de desigualdade; as pessoas não querem corrupção ou abusos, mas esperam um tratamento digno, respeitoso e justo”, refere uma nota divulgada pela CEC.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) estima em cerca de 60 os edifícios religiosos que já foram alvo de ataque. A Fundação pontifícia pede ao governo local qu "proteja os edifícios religiosos" a menos de uma semana do plebiscito constitucional.

Dada a gravidade dos acontecimentos ocorridos neste domingo, dia 18 de Outubro, a Fundação AIS pede ao governo chileno que garanta a protecção dos edifícios religiosos.

Educris|19.10.2020

Imagem: Pablo Cozzaglio/ AFP



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