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Fátima: «Igreja deve acentuar o materno e feminino», D. José Ornelas

Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) pediu uma mudança de paradigma no modo de pensar a Igreja, em Igreja

Mais de quatro mil peregrinos participaram hoje na eucaristia de encerramento da Peregrinação Aniversária de Outubro na Cova da Iria. Na sua homilia D. José Ornelas, presidente da CEP, pediu uma mudança de paradigma na Igreja e uma valorização do “feminino”  dentro das comunidades cristãs.

«A liderança eclesial não está fundada sobre a ideia de poder, mas na vida, no cuidado e no serviço, utilizando todos os dons do Espírito na edificação da casa do Senhor, a partir do amor paterno/materno de Deus», afirmou.

Ao meditar sobre última Aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria o bispo de Setúbal destacou o o papel dos santuários e das igrejas como “lugares de relação e de comunhão”.

“É importante que as nossas paróquias e comunidades, as nossas dioceses e a Igreja disseminada pelo mundo sejam verdadeiras casas de Deus no meio da sociedade, pontos de referência e de acolhimento de quem busca apoio, sentido de vida e esperança”, disse.

Diversidade e valorização da Mulher

Para uma autêntica “mudança de paradigma” o presidente da CEP lembrou a ligação da mãe de Jesus à “igreja de pedras vivas” e o “papel fundamental das mulheres na valorização dos ministérios na Igreja” desde os primórdios do cristianismo.

“Esta presença feminina e materna de Maria, a que se junta, desde a missão de Jesus e no início da Igreja um grupo de outras mulheres, lança uma luz de entendimento sobre a identidade e a missão da Igreja, não como um facto secundário ou subsidiário perante o protagonismo masculino, mas como um importante elemento constitutivo da Igreja”.

«Acentuar o feminino e o materno não é apenas buscar um equilíbrio de poderes ou de influências na organização funcional da Igreja», reforçou.

Lembrando a importância da “complementaridade na diversidade na Igreja” D. José Ornelas defendeu a ideia de que «nos lugares onde se tomam decisões para todos», haja a «presença de homens e mulheres», como exigência «da primazia da vida, do serviço e do cuidado do mundo e da humanidade».

 “Assim, pedimos a Maria, modelo da Igreja, que esta casa de Deus seja verdadeiramente a casa da humanidade, onde possa crescer a fraternidade, a dignidade e a justiça”, concluiu.

Imagem: Santuário de Fátima

Educris|13.10.2020



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