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«Ó Mãe de Jesus e mãe nossa», por Paulo Costa

Mãe… como é bom chamar-te assim…

Nenhuma palavra nos parece mais bonita e mais doce

e nos soa de forma tão harmoniosa como quando dizemos Mãe

referindo-nos a ti e a usamos também para chamar aquelas

que nos trouxeram no seio e nos levam para sempre no seu coração…

Tu e as nossas mães são uma realidade só, no amor infinito que nos dedicam

e isso deixa-nos enternecidos, orgulhosos e sem palavras…

Mãe, não conseguimos imaginar bem o quanto Jesus te estimou e amou,

e sentimos que nenhuma palavra humana o poderá exprimir plenamente…

Percebemos que o nosso bom Deus, nos seus desígnios inefáveis,

quis escolher-te a ti para que fosses a mãe terrena de Jesus,

e assim colaborasses de maneira ímpar no seu Plano de Salvação,

preparando-te com os seus dons e a sua graça para tão extraordinária missão.

Apesar de te teres sentido tão pequenina, indigna e frágil,

quiseste confiar nos planos de Deus e, de forma livre, consciente e responsável,

disseste Sim, acreditando que nada é impossível para Aquele que pode fazer

maravilhas quando o ser humano O acolhe e se abre ao Seu amor.

Jamais conseguiremos imaginar a tua alegria e felicidade

por teres gerado no teu coração e no teu ventre, o próprio Filho de Deus

e, com a ajuda de José, O teres ajudado a crescer em estatura, sabedoria e graça.

Talvez não tenhas percebido, em profundidade e plenitude,

o que estava a acontecer em ti e no teu filho, mas foste crescendo na fé

como o tentamos fazer nós também todos os dias.

Não conseguimos imaginar o que pensavas e sentias

com as coisas que Jesus fazia e dizia, com o que se dizia dele,

com as conversas que tiveste com José e com as tuas amigas

e com o que experimentavas nos teus momentos de oração.

Sabemos, isso sim, que, mais do que de palavras e especulações,

foste a Mulher do silêncio e da meditação,

a Mãe da escuta que guardava tudo com fé e carinho no seu coração,

a primeira autêntica cristã e a primeira verdadeira discípula de Jesus.

Mãe, não somos capazes de imaginar o quanto sofreste

ao testemunhar bem de perto a paixão e morte do teu filho na Cruz,

mas alegra-nos pensar no quanto te comoveste e alegraste

ao abraçar a Jesus ressuscitado e ao vê-lo regressar ao Pai pelos céus fora.

Mãe, ensina-nos a todos a ter um coração como o teu, a ter uma fé como a tua

a acolhermos a Trindade como tu e a sermos boas pessoas como tu o conseguiste.

Mãe, gera também no nosso coração a Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida,

aumenta em nós a fé, a esperança e a caridade para que o Reino de Deus

aconteça mesmo e ensina-nos a ser mais humanos e melhores cidadãos.

Mãe, pedimos-te que ilumines, protejas e inspires as nossas mães

e todas as mães do mundo, pois não haverá coisa mais bela do que ser mãe

e, por isso, que aquelas que, biologicamente ou no seu coração,

foram, são ou serão mães, sejam muito felizes e se sintam plenamente realizadas.

Mãe, que nos ajudaste a descobrir que o Altíssimo é Pai e também é mãe,

faz com que as nossas mães sejam capazes de representar no nosso mundo

a face materna do Deus que nos ama, perdoa e faz tudo pelo bem dos seus filhos

e acolhe no teu regaço materno as nossas mães que já estão no céu.

Mãe dá-nos a tua mão e caminha connosco os caminhos da nossa história

para que, ao teu jeito, sejamos imagem e semelhança de Deus,

e sejamos capazes de construir um mundo mais fraterno, justo e solidário.

Amém.



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