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«Precisamos qualificar a experiência crente na web», Cónego Luís Miguel Figueiredo Rodrigues

Investigador alertou para a tentação de replicar na web as mesmas estratégias do mundo analógico

«Catequista: testemunho ao serviço de uma experiência de fé na web» foi o tema da primeira formação que o Secretariado Diocesano da Educação Cristã promoveu ontem no Facebook e no Zoom.

O Cónego Luís Miguel Figueiredo Rodrigues, docente da Universidade Católica Portuguesa apresentou aos catequistas o “pensamento da Igreja, com os seus vários pronunciamentos, acerca de uma presença de qualidade na cultura digital”.

“Hoje não podemos viver fora da internet. Precisamos é de entender como é que a partir da nossa presença cristã podemos enriquecer a cultura digital que está aí e que apresenta oportunidades para as questões da fé”.

Aos catequistas o investigador chamou a atenção para o Diretório para a Catequese, recentemente editado, e para os desafios aí constantes para uma transmissão da fé no digital.

"Este novo documento é fundamental para nos ajudar a compreender as qualidades da presença cristã na web”.

Num percurso onde apresentou o pensamento dos “últimos três pontificados”, o professor universitário destacou “as Mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais” e as intuições aí expressas como “faróis” para uma “presença cristã na rede”.

“Estas tecnologias, do digital, desafiam-nos a estarmos aqui, ao estilo cristão, reconhecendo as suas potencialidades, mas não deixando de sermos cristãos. O desafio dos evangelizadores é como é que posso usar bem estes novos recursos no exercício da minha missão como catequista”, sustentou.

O Cónego Luis Miguel Figueiredo Rodrigues criticou a tentação de “estar na web com as mesmas chaves mentais, com a mesma forma de fazer do tempo da rádio, do livro, da pregação oral” e sustentou que esta “nova ferramenta provoca uma nova forma de nos relacionarmos”.

“Na web chegamos a muito mais gente, mas não da mesma forma. Esta nova cultura permite um diálogo e debate contínuo. O desafio passa por manter estes diálogos sem que a falta de tempo ou espaço nos asfixie”, alertou.

Estar na Web a partir da imagem da Santíssima Trindade

Tomando, como roteiro, os documentos «Ética na Internet» e a «Igreja na Internet», do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais o professor universitário afirmou que “o fundamental é perceber como é que do clique podemos chegar ao toque de uma comunidade concreta que celebra a fé”.

“Na web precisamos edificar uma relação que se torna pessoal e que nasce destes primeiros contactos que estabelecemos na web”.

Aos catequistas o especialista apresentou critérios para uma presença cristã na web a partir da imagem da Santíssima Trindade.

“A imagem da Santíssima Trindade acaba por ser o critério de avaliação e a expressão da nossa presença com qualidade ou sem qualidade na web. Se a igreja é expressão de Amor e o lugar onde as pessoas amam e se sentem amadas, se relacionam, então a comunicação não é acessória à Igreja, mas essencial da Igreja. Por isso a Igreja deve comunicar com os critérios de verdade, credibilidade e sensibilidade perante os mais frágeis e que não tem quem os defenda”, concluiu.

A 3 de dezembro é possível acompanhar a segunda parte desta formação online.

Educris|17.11.2020



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