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Educação: O testemunho dos pais acerca da EMRC (C\vídeo)

Terceiro programa dedicado à EMRC contou com sete mães que partilharam a sua experiência com a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica

Fátima Aires tem dois filhos, o Ricardo, que frequenta o 8º na e a Patrícia, já finalista do 12º ano. Ambos frequentam a escola de Vila de Rei, na região centro do país e estão inscritos, por opção, na disciplina de EMRC.

“No meu tempo tentávamos fugir à disciplina porque era quase como a catequese”, mas hoje reconhece, “isso não se vê. A disciplina participa na transformação das comunidades locais, e o professor Didácio Frei é um espetáculo”, atira no início da conversa com o jornalista Paulo Rocha da Ecclesia.

Experiência similar tem Ana Rita Rosa, de Sines, com o seu filho a frequentar o 7º ano de escolaridade.

“De início não inscrevi o meu filho. No final do 6º ano ele mesmo me veio pedir para o inscrever”.

Para esta mãe, que confessou “a surpresa” pela decisão do filho” a escolha acontece naturalmente porque hoje a EMRC “tem uma abrangência completamente diferente do que tinha na nossa época”.

Cristina Henriques, professora na Torreira, diz nunca ter “tido dúvidas em inscrever os filhos porque me lembro da minha mãe e do que me dizia: “enquanto lá estás aprendes a ser gente. Aprender a ser gente é muito complexo”, afirma convicta.

“Alguns ainda pensam que é um prolongamento da catequese e aperceberem-se que não tem nada a ver”, lamenta.

Uma disciplina para lá dos muros da escola. Uma ponte para a comunidade

A experiência destas mães é a de que a EMRC “salta os muros da escola” para intervir, com os alunos, na comunidade.

“A disciplina estende-se para lá da sala de aula. Existem muitas atividades que ajudam os miúdos a intervirem na comunidade. A tornarem-se cidadãos ativos e comprometidos”, garante Arminda Paulo.

Carla Sacramento, de Vila de Rei, corrobora da ideia e lembra uma iniciativa, de “cabazes de natal” que surpreendeu tudo e todos pela forte adesão da comunidade a uma iniciativa nascida na disciplina.

“Para mim a EMRC ajuda a pensar no outro e para o outro, sustenta.

Arminda Paulo, acrescenta, à ideia anterior, e afirma que “disciplina os ajuda a ler o mundo, a perceber os valores de base na relação uns com os outros”.

Católica porque universal

Alguns pais “receiam colocar os seus filhos na disciplina porque ainda tem resquícios da sua experiência e pensam que a EMRC vai, de algum modo, “formatá-los para serem católicos”, diz Cristina Henriques que tem “opinião contrária”.

“A disciplina tem uma componente acerca do fenómeno religioso e ajuda os alunos a estar informados. Não formata para a religião católica. A disciplina serve para serem cidadãos informados acerca do que é o fenómeno religioso e isso amadurece neles opções para o futuro”, explicita.

Rita Venâncio, com uma filha no 6º ano, garante que a EMRC é “um espaço de debate e de liberdade” e deixa o apelo: “não tenham receio porque não é doutrinária. Respeita os valores de cada um, promovendo a tolerância e o diálogo, ajudando a trabalhar os grandes valores humanos”.

Educris|26.05.2020



Recursos:
Desdobrável EMRC:Download Documento
Marcador «Vem e Vê» 2020:Download Documento
Cartaz 2020:Download Documento


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