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«A escola tem de atualizar práticas para servir a realidade», Paula Peres

Docente do Politécnico do Porto apresentou modalidades de aprendizagem online e desafiou docentes a atualizarem práticas indo ao encontro da realidade

«E-Learning, B-learning, sessões sincronas e assincronas, Blended-Learning» são terminologias que estão já presentes léxico das escolas e dos educadores de todo o mundo na segunda década do século XXI.

Paula Peres, coordenadora da unidade de e-learning e Inovação Pedagógica responsável pelo setor de inovação no Politécnico do Porto, trouxe aos participantes do «Do Clique ao Toque» algumas das potencialidades e limitações dos sistemas e sustentou que o essencial passa pela “adequação do publico alvo e do conhecimento a contruir”.

“Perante a diversidade de possibilidades coloca-se a questão essencial de saber ‘que metodologia utilizar perante um grupo de alunos’”.

Para esta questão a especialista sustentou “que nem sempre o digital se apresenta como a melhor resposta e que cabe aos educadores a escolha da melhor técnica para que o resultado seja o melhor”.

“No processo de ensino-aprendizagem tendemos a ajudar os nossos alunos a resolver questões de índoles técnica, mas não ajudamos a pensar criticamente a realidade. Temos, antes de mais de perceber que a aprendizagem é um processo pessoal e dinâmico de requer, sempre, momentos diferenciados”, apontou.

Na sua conferência, subordinada ao tema «Pensar a aprendizagem online: desafios e oportunidades na educação» a especialista sustentou uma mudança urgente de paradigma para o setor.

“Durante muito tempo a tentação do educador passou pela transferência de muitos conteúdos mais ou menos estanques para os seus alunos. Hoje, sabemos, que o essencial passa não por colocarmos nas suas mãos muita informação, mas ‘acendermos uma fogueira onde os alunos possam crescer e aprender individual e coletivamente com aportes múltiplos”.

Perante a “quantidade de informação” disponibilizada na internet Paula Peres pediu aos educadores que assumam a função de “desmontar determinados preconceitos” que dificultam as aprendizagens de hoje desmotivando alunos e docentes”.

“Hoje existem ideias pré-concebidas perante o ato de aprender. Desde logo a ideia de que o estudo é algo ‘rápido’, que o talento é inato e não necessita de esforço e que qualquer um aprende em multitarefa. Isto são mitos urbanos que importa desconstruir”, refletiu.

Para garantir que as novas gerações “aprendem melhor” do que as anteriores é necessário “refletir sobre o momento em que utilizamos a tenologia em sala de aula” não bastando “divertir os mais novos” mas utilizando as várias possibilidades como “suporte do processo ensino-aprendizagem”.

Para a responsável pela unidade de e-learning e Inovação Pedagógica do Politécnico do Porto, as novas plataformas representam “um infindável mundo de recursos físicos e humanos” e podem “potenciar e enriquecer os cenários educativos” numa “mudança paradigmática que caminha para uma pedagogia baseada na partilha e não na concorrência.”.

O «Do Clique ao Toque» chega hoje à sua V edição n Polo de Braga da Universidade Católica Portuguesa. Da parte da tarde os participantes participam num conjunto de workshops práticos sobre app’s e inovação pedagógica em catequese e nas aulas de EMRC.

O Dia teve inicio com a conferência «Educar em rede, conectados» pelo padre Rui Alberto, Salesiano

Educris|25.01.2020




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