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Viseu: Presidente da CEECDF realça importância das formações

D. António Moiteiro destacou as formações (inter) diocesanas como “momento e oportunidade de criar espirito de corpo e de entreajuda entre vários docentes”.

Em declarações ao Educris, à margem da II Edição dos Encontros (inter) diocesanos para docentes de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) realçou o “trabalho em conjunto e a análise de boas práticas e preocupações comuns em áreas como o 1º ciclo e o Ensino Secundário”:

“Este trabalho em conjunto de formação ajuda os professores a verem mais longe o seu ugar na escola e permite uma entreajuda muito importante na análise de situações semelhantes e que requerem um aprofundamento e uma partilha entre pares”.

Perante as dificuldades que se tem levantado em algumas zonas do país acerca da presença da disciplina no ensino secundário o prelado concordou com a reflexão do sociólogo Alfredo Teixeira, lembrando que “a questão é complexa porque envolve várias variáveis”:

“Se é certo que os adolescentes no secundário já se encontram, marcados pela própria escola e sistema educativo, muito na perspetiva de uma entrada na Universidade onde é requerida uma média de entrada, não é menos verdade que um certo abaixamento das matrículas de EMRC neste ciclo de ensino também acontece pelo modo como as próprias escolas olham para a disciplina. Veja-se o caso de lugares onde os horários são construídos e obrigaram os alunos, que teriam tarde livre, a estarem presentes para a aula de EMRC”.

Para D. António Moiteiro estas «adolescências» também mostram “dificuldade na perseverança a outros níveis:

“Vejamos, por exemplo, que esta é também a idade onde a Igreja constata o abandono após o crisma e a ausência de referencias à comunidades, ou com os pais em casa numa busca de autonomia”, sustentou.

O prelado considerou fundamental que haja “um esforço por parte das escolas na elaboração dos horários e na dignificação da disciplina” e alertou para a necessidade “de uma mobilização e divulgação desta nas comunidades paroquiais” acompanhada de “uma formação aprofundada da parte dos professores:

“As escolas secundárias onde a disciplina está bem enraizada conseguem inscrições muito significativas. Isso mostra-nos a importância do papel dos docentes e da sua formação de modo a que o conhecimento desta área seja significativo para os alunos e para a comunidade”, apontou.

O próximo Encontro (inter) diocesano vai decorrer no próximo dia 3 de fevereiro, no Centro Pastoral de Beja e conta com docentes de EMRC das dioceses do Algarve, Beja e Arquidiocese de Évora.



Recursos:
Edição de Viseu analisou adolescência e infância:



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