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Lisboa: Professores desafiados a “lançar as redes” e a ser “sinal de alegria”

Reunião dos docentes de EMRC que lecionam no Patriarcado de Lisboa decorreu ontem e foi ocasião de apresentação do plano de atividades para o presente ano letivo.

Mais de 200 professores da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) participaram hoje, no colégio do Sagrado Coração de Maria, na reunião geral.

A iniciativa, da responsabilidade do Secretariado Diocesano do Ensino Religioso Escolar (SDER), deu a conhecer o plano anual de atividades subordinado ao tema «À Tua Palavra lançarei as Redes».

Aos professores o diretor do SDER, padre Paulo Malícia, explicou que o lema do ano é um aviso a recordar que a “alegria cristã não brota de termos mais ou menos dificuldades na vida mas do encontro com Cristo que liberta”.

O tema central do ano procurar ir ao encontro de “um ambiente cinzento” que existe em “tantas escolas” onde tantos profissionais estão desanimados e sem alento para continuar:

“Nós, como professores cristãos, mesmo no meio de tantas dificuldades, temos de saber transmitir a alegria e a esperança cristãs e transportar isso mesmo para as nossas comunidades escolares”, exortou.

O responsável convidou os docentes a oferecerem às escolas, “para além do vosso profissionalismo”, um “sorriso ou uma palavra” para aqueles que ali mais precisam.

Ondjoyetu: um projeto missionário para todos

Após a apresentação do lema anual a docente Susana Querido apresentou o projeto missionário Ondjoyetu, da diocese de Leiria-Fátima. Recentemente voltada de Angola esta professora explicou que o grupo Ondjoyetu conta já com “18 anos de existência e atua no sul de Angola chegando a mais de 30 mil pessoas nas áreas social e pastoral:

“Na região de Gungo, a sul de Luanda, falta quase tudo. É uma zona de grande mortalidade infantil, cerca de 45% das crianças não chega aos 2 anos de idade, e é preciso ajudar as populações locais e promover a dignidade da pessoa”, afirmou.

No final da sua apresentação Susana Querido deixou o desafio aos docentes de EMRC: “se um dia se sentirem desafiados a partir e a ajudar não hesitem".

SDER com restruturação de serviços

O novo ano escolar fica também marcado pela restruturação dos serviços do Secretariado Diocesano do Ensino religioso Escolar (SDER) do Patriarcado de Lisboa.

O padre Paulo Malícia deu conta, aos docentes as novas normas de funcionamento do SDER e deixou uma certeza: “Perante os novos desafios responderemos com respostas novas a começar por uma nova equipa de trabalho”.

O diretor prometeu “criar equipas de docentes que ajudem o Patriarcado de Lisboa a refletir sobre as áreas de EMRC que necessitam de maior apoio”.

Consciente da situação na diocese lisboeta o padre Paulo Malicia informou os docentes de que ainda existem 22 escolas sem professores de EMRC e que todos os profissionalizados estão já colocados.

O esforço de formação de novos docentes levou já o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) a “conceder bolsas de estudo a 38 estudantes a nível nacional para que terminem a sua formação”, apontou o padre Paulo Malícia.

Perante a nova legislação que regulamenta o funcionamento dos concursos para os docentes do grupo 290 o padre Paulo malicia lamentou “a grande rotatividade dos docentes que dificulta a criação de redes de relação entre os pais e alunos e mesmo entre o docente de EMRC e os demais professores das escolas”:

“Em Lisboa estamos a crescer grandemente em muitos agrupamentos de escolas com mais do que um professor por escola e depois, temos outros, onde a disciplina é apenas residual”.

Para inverter esta tendência na diocese o padre Paulo Malícia anunciou “uma grande campanha de matrículas” no próximo ano que possa também envolver as comunidades paroquiais.

Após o intervalo os docentes reuniram-se por zonas de trabalho. A manhã de formação terminou com a celebração da eucaristia.

Educris|15.10.2017

Foto: @educris 




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