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D. Nuno Brás convida docentes a serem "peregrinos" e não "profissionais da religião"

No final da manhã deste domingo, o IV do Tempo Comum, os mais de 250 professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) celebram a eucaristia no Colégio dos Maristas, em Carcavelos.

 

Na sua homilia D. Nuno Brás, membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) e bispo auxiliar de Lisboa convidou os docentes a serem "peregrinos de Deus" e a não se deixarem levar pelo epipeto de "profissional da religião, um perito de Deus".

Tomando "uma história que se passou à um ano" D. Nuno Brás lembrou uma questão que um jovem lhe colocou numa comunidade cristã:

"Penso que esta pergunta, a do jovem, é a pergunta. Ele encheu-se de coragem e perguntou-me: bispo, para que é que quero Deus senão preciso Dele. Para quê Deus se eu sou feliz?!". 

D. Nuno Brás anteviu nesta questão a mesma interrogação com que "todos lidamos no dia-a-dia" e recordou que aquele jovem corajoso, "ao colocar a questão já estava a procurar, e neste sentido, os outros do grupo provocavam nele a interrogação".

Para o bispo auxiliar de Lisboa só é possível "precisar de Deus" quando nos sentimos pobres em espírito, radicalmente pobres" porque "percebemos que a nossa vida precisa de alguém para fazer sentido":

"Quando nos dizem, quando nos dizemos que somos felizes falta-nos horizonte porque apenas o somos nesta realidadezinha semanal em que vivemos, que sendo importante não permite ver além".

Olhando para a realidade escolar o membro da CEECDF afirmou que também a escola, por vezes, "tende a reduzir a realidade àquilo que se pode medir, pesar e tocar". Deste modo, apontou, "estamos a criar gente rica, fechada em si mesma neste horizonte pequenino".

Aos docentes de EMRC o bispo auxiliar de Lisboa recordou a sua missão como "peregrinos de Deus e, por isso, insatisfeitos nesta condição":

"Somos buscadores de Deus. Alguns tomam-nos por peritos de Deus, por profissionais da religião. A nossa especialidade deve assentar na certeza de que somos convidados a reconhecer que Deus está presente já através de Jesus Cristo. Somos sim os que ensinam a procurar, e apontam a resposta que Deus dá!".

D. Nuno Brás convidou os professores a não "se fecharem na ideia de profissionais da religião, dobrados em si mesmo, ricos e não pobres como profetas deste Deus que se manifesta amor em Jesus":

"Não se trata de o fazermos com os nossos alunos mas que o procuremos fazer nós mesmos todos os dias".

No final da sua reflexão rezou: "Que o Senhor nos dê a graça de vivermos de horizontes abertos à procura do seu rosto, sabendo que Ele se revela e vem ao nosso encontro em Jesus Cristo".




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