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Coimbra: Soga, um projeto aberto ao mundo

Sem imaginar o impacto que este convite ia ter, um dia de Fevereiro, convidei dois colegas, professores de EMRC a virem a S. Pedro de Alva, às turmas do 3º Ciclo, partilhar um projeto de solidariedade e de voluntariado, em que estão envolvidos. Vieram acompanhados pelo presidente da Associação SOGA, estudante de medicina dentária.

Esta associação adotou o nome de uma pequena ilha da Guiné-Bissau, com cerca de 1500 habitantes. S.O.G.A. significa Servir Outra Gente com Amor.

Logo no final de cada aula, as reações foram surpreendentes, “Stora, temos que ajudar, temos que fazer alguma coisa, nós podemos ajudar”. Ok, têm todo o meu apoio. Vamos a isso.

 

Na avaliação que fizeram, diziam:

“Eu não gostei…, eu ADOREI! Foi uma grande atividade, pois pudemos ter contacto com algumas coisas usadas em Sogá. Eu desconhecia a ilha e também a Associação, ficando com vontade de pesquisar mais sobre o assunto”.

“Aprendi que toda a gente, com vontade de ajudar, pode ser voluntário e que cada pessoa pode fazer sempre qualquer coisa para ajudar. Não nos devemos queixar porque não temos isto e aquilo. Há crianças numa situação muito pior que nós (como, por exemplo, em Sogá) que só comem uma vez por dia e não têm direito à educação todos os dias. Fiquei com um certo bichinho de querer fazer alguma coisa para ajudar”.

“Muito obrigada stora, acho que é muito importante estas organizações. Já sei que estão a precisar de ajuda na área da sustentabilidade, e já estou a pôr os neurónios a mexer para ver o que me ocorre”.

“Para mim, atividades como esta são fundamentais, ainda por cima envolvendo portugueses, obrigada pelo momento. Gostei muito desta atividade porque pudemos interagir com pessoas que já foram à ilha, porque podemos comprovar que tudo o que nos diziam é verdade, através das fotos/vídeos, e porque pudemos ver e mexer em coisas feitas por pessoas da ilha. É muito importante ajudar as outras pessoas, nem que seja com o pouco que se tem, e trabalhar para que também tenham os mesmos direitos que eu”.

“Muito comovedor, e fez-nos pensar sobre aquelas crianças e achei que foi muito bem apresentado o tema. Gostei porque aprendi que, por mais que nos queixemos dos nossos problemas, são tão pequeninos comparados com as pessoas da ilha de Sogá. Aprendi que devemos ajudar, mesmo sendo pouco, pois pode mudar a vida de alguém. Deu-me vontade de ajudar e criar projetos para conseguirmos que tenham uma vida melhor”.

Depois desta avaliação, as ideias começaram a surgir. NINGUÉM ficou indiferente. Foi numa conversa sobre formas de ajudar, que a Daniela Monteiro (9º A – SPA) deu a ideia de participarmos numa Feirinha de artesanato, em Laborins, que decorreu no fim de semana de 30 de Abril e 1 de Maio. Fizemos os contactos e lá fomos nós.

A alegria, a dedicação e o entusiasmo foram contagiantes. Cerca de 12 alunos, do 1º ao 9º ano, foram passando na Feirinha e iam, de imediato, para a Barraquinha de Sogá. Foi uma experiência comovente e desafiante.

Para tornar a Barraquinha mais atrativa, construímos (9º EMRC-SPA) uma janela dedicada a Sogá. Quando as pessoas compravam um objeto, convidávamo-las a tirar uma foto na nossa janela, mas antes tinham que desenhar o peixinho ou a tartaruga (ver fotos).

No final, diziam: “Stora, quando é a próxima feira?”. Não há melhor avaliação. Assim, pomos os Direitos Humanos em ação.

Queridos alunos, muito obrigada por tanto empenho e dedicação. Sogá está nos nossos corações.

Paula Marques – Docente de EMRC

           

 




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