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1500 alunos num carnaval diferente

Vieram de todo o país, Braga, Lisboa, Porto, Aveiro, Guarda, Vila Real, Viseu, Santarém, Portalegre Castelo-Branco e Leiria-Fátima para passarem o carnaval no Sul da Borgonha, numa pequena localidade há muito identificada com uma comunidade ecuménica que faz da proximidade e da simplicidade a fonte da alegria.

Ao todo mais de 1500 alunos da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) trocaram a folia e a diversão próprias de um descanso merecido, a meio do 2º período, por uma experiência de "silêncio, trabalho comunitário, superação pessoal e oração".
Rafael Oliveira, da diocese de Aveiro, afirma que "vir a Taizé é uma experiência verdadeiramente única. É difícil uma pessoa não se sentir bem aqui. Somos muito bem recebidos, e em todos os momentos é possível sentir-se a paz espiritual e a união que existe entre todos". Para este aluno de EMRC o destaque vai para a "oração. Uma coisa muito simples três vezes por dia. Canto e silêncio" e para o "serviço, a reflexão bíblica". Da sua experiência destaca a "simplicidade dos irmãos" desta comunidade ecuménica e o "sorriso: todos sorriem e nos cumprimentam". Este aluno afirma que "por mais diversas que sejam as motivações para vir aqui ninguém sai daqui indiferente perante a "alegria, a simplicidade e a misericórdia".
Essencial: A família e ...os banhos

Bárbara Oliveira é outra portuguesa, outra aluna que veio a Taizé. Para ela o objetivo "é refletir, encontrar paz de espírito e fortalecer a minha relação com Deus". Destaca o conhecimento que por estes dias travou com "pessoas incríveis de tantos lugares diferentes". Nem tudo é festa e esta aluna de EMRC destaca a importância "dos outros e dos momentos de silêncio" que convidam "ao autoconhecimento, à relação sincera com os outros" e a perceber "as coisas simples da vida".
De tudo o que experimenta diz ter apreendido o valor "das coisas que tenho habitualmente como garantidas" como a "família e as amizades" e afirma que taizé é especial por ter um counjunto de maravilhas que vão desde as "oraçãoes à limpeza das casas de banhos".
A experiência de valorizar o outro
"Ao chegar à Comunidade, a dinâmica de Taizé, experimentou-se um modo de oração completamente diferente daquilo que conhecemos. Em Taizé a oração é um momento de festa e unidade em que pessoas de diferentes nacionalidades, de diferentes culturas e com diferentes valores cantam em uníssono e se juntam por um mesmo motivo, celebrar a vida a acreditar que é possível construir um mundo melhor, em que se zele pelo bem-estar dos outros e se viva em fraternidade e comunhão, de modo que as dificuldades de cada um, sejam ultrapassadas em conjunto". As palavras de João Carlos Neves dos Santos destacam as preocupações de um adolescente que procura sintetizar a força destes dias na 'colina'.

Destaca "a liberdade em participar" no que se quer e a possibilidade de "debater em grupo os problemas, as preocupações de cada um, a importância que a fé e a religião que se professa têm nas nossas vidas, bem como as convicções que se têm sobre a vivência dessa religião".
Para este estudante de EMRC o "diálogo e a partilha cultural" de modo tão "divertido e espontaneo" fazem com que os momentos de "introspecção, de reflexão, de serenidade" sejam aqui vividos de uma maneira especial. 
"No fundo é isso que distingue Taizé de todos os outros lugares em que se possa estar, esta espiritualidade que aí se vive e que impele à valorização das coisas simples da vida que no final de contas são as mais importantes. Taizé é uma experiência inesquecível, em que se vive um ideal à muito considerado, mas que por imposição de outros valores nunca chegou a ser atingido, a vida comunitária, a igualdade, a tolerância e valorização do outro, no fundo os degraus que é preciso atingir para que todos possam ter uma vida plena."
Imagem: Filipe Tavares

 




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