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Fórum EMRC 2015: “Educar pressupõe um face a face”

Na manhã deste dia 9 de maio o professor Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, trouxe aos docentes de EMRC o tema “A Pessoa como finalidade em si mesma e a Relação Educativa”.

No início da sua intervenção Guilherme d’Oliveira Martins começou por recordar que “não há educação sem exemplo” e neste sentido " o educador cristão deve ser exemplar” e a experiência que se vai acumulando “fundamental”. Ao voltar às formações dos docentes de EMRC Guilherme d’Oliveira Martins recordou “o saudoso senhor D. Tomaz da Silva Nunes” como alguém preocupado por este “despertar da liberdade e da responsabilidade” onde a “educação cristã é um elemento crucial”.

Numa altura em que muitas famílias, “pela própria complexidade da pós-modernidade”, depositaram na escola o “papel educativo dos seus filhos” é fundamental “uma complementaridade e articulação” entre ambos:

“O professor é o educador profissional. A família o educador natural. Citando a Gaudium et Spes, no seu número 12 [NDR: Crentes e não crentes concordam que tudo o que existe na terra deve ser ordenado para o homem.], o presidente do Tribunal de Contas lembrou que “a dignidade da pessoa humana é o centro, pois o homem é imagem e semelhança de Deus”.

O ato educativo: formar para a liberdade, responsabilidade e para a compreensão de si e do outro

Procurando mostrar como a pessoa é finalidade em si mesma, Guilherme d’Oliveira Martins apresentou alguns grandes desafios do ato educativo: Em primeiro lugar “a educação é pessoal, pois cada um dos educandos é irrepetível. Esta é a questão educativa”. Numa segunda linha procurar perceber que “educar é sempre despertar consciências, o que significa ir ao encontro das capacidades de cada um”. Só se poderão despertar consciências quando se tomar, “como crucial no processo educativo”, a questão da “liberdade”. Por fim perceber que “a liberdade tem que ver com a igual consideração e respeito por todos” pois "educar para a responsabilidade é outra missão educativa” uma vez que a “responsabilidade é ter resposta para o outro, como a outra metade de mim”.

No final da sua intervenção Guilherme d’Oliveira Martins afirmou que a educação hoje pressupõe uma “relação face a face” e deve construir-se como central no processo educativo “a troca e de enriquecimento mútuo. Aprendem os alunos e o educador”. Para que isto seja realidade – apontou – é obrigatória a “compreensão da comunidade e do seu sentido. Esta é tanto mais rica quanto mais a singularidade das pessoas não se dissolver nela”. Para o presidente do Tribunal de Contas “é urgente incutir nos jovens que a liberdade e a democracia são frágeis, nunca estando garantidas e podendo, a qualquer momento, ser postas em causa”.

“A melhor tecnologia educativa é falar olhos nos olhos”, concluiu.




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