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Formação: "uma minoria qualificada e qualificadora"

"A EMRC deve estar na escola como uma minoria qualificada e qualificadora" capaz de "gerar o diálogo e apontar caminhos para as grandes questões humanas". Este é a linha de força da reflexão desta manhã proferida pelo padre José Frazão Correia, SJ, aos docentes de EMRC reunidos em formação.

No início da sua intervenção, subordinada ao tema "EMRC, profecia e dom: um jeito de ser Igreja", o superior provincial dos jesuítas começou por  afirmar que "o cristianismo vive um tempo de transição. Estes são tempos de desconforto. Sabíamos o que tínhamos mas não sabemos o que teremos. Perdemos um pouco o sentido do tempo que nos é dado viver" e isso deve fazer "refletir-nos sobre "que presença queremos ser na escola e na sociedade".

Deste modo torna-se urgente tomar consciência "de que o mundo platónico já não existe mais nas maiorias e mesmo, por vezes em nós próprios" e que a sociedade já não "olha a Igreja como, à priori, uma voz de autoridade". 

Neste sentido é importante "a profecia" enquanto um "cultivar das chaves de leitura da cultura mostrando como a cultura está inspirada por realidades que estão para além do limite". Para o padre José frazão Correia, SJ, as maiorias podem "acusar o cristianismo de muita coisa. Mas não nos podem acusar de não criar cultura. É a força mais tangível da força da encarnação, Não nos bastou estar ligados ao divino. O cristianismo produziu textos, esculturas, dança, formas de trabalhar a terra, como realizações da encarnação. De uma fé com os pés bem assentes na terra e com os olhos num horizonte maior que é Deus. Uma cultura que cruze as grandes criações do espirito humano e da humanidade".

Alegrando pelo "novo programa" que qualificou como "um trabalho enorme, complexo e bem construído" lembrou que a sua aplicação deve ter em conta "a necessidade de voltar a ser "fermento na massa e sal da terra".

"Assim ajudaremos a própria cultura e realidades humanas, os alunos e pais, a respirar melhor não sufocado nem sufocante. Seremos cultores do caracter poliédrico da própria realidade", afirmou.

No final da sua intervenção o padre José Correia Frazão, SJ, sintetizou, em três pontos, o "olhar para trás, de modo a ver a herança", o situar "no tempo e espaço atual do que me é dado viver", e "as espetativas e lugares de profecia e missão" para o futuro:

1 - Não ter medo de ser minoria, como Igreja e disciplina. Retiremos toda a força dessa possibilidade, Reaprender a ser fermento da massa e luz que ilumina sal que dá sabor.

2 – Tenhamos a pretensão de ser minoria qualificada humana e culturalmente, Que tem um saber fazer íntimo das coisas humanas. Do movimento do espirito. Que sabe ter uma presença humana nas discussões da escola. Não um gueto. Uma minoria que marca o lugar. Não todo o lugar.

3 – Como podem os docentes de EMRC marcar a diferença na escola. No atendimento dos mais pobres.

Uma "minoria qualificada e capaz de qualificar o ambiente onde lhe é dado viver", concluiu.

Veja, ou reveja, toda a intervenção.



Recursos:
Formação: "EMRC, profecia e dom: um jeito de ser Igreja":



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