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Braga: «Precisamos de criar pontes entre nós», padre Ruben Cruz

Responsável aponta «novo dinamismo» para a disciplina no pós-pandemia

O padre Ruben Cruz disse hoje ser necessário criar “pontes entre os vários professores de EMRC” que permitam dar a conhecer o que “de tão bom acontece nas escolas”.

“Como Departamento estamos empenhados, pela positiva, em conhecer, partilhar e gerar sinergias entre os vários docentes que lecionam a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) de modo a nos motivarmos mutuamente num tempo que é oportunidade para a escola e para a EMRC”.

À margem do encontro «Estado da EMRC e caminhos de futuro!», que reuniu no Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, em Braga, mais de uma centena de docentes, o padre Rúben, diretor do Departamento para a Presença da Igreja no Ensino (DPIE), da Arquidiocese de Braga, destacou o modo “experiencial como decorreram os trabalhos”.

“Nesta reunião, de início de ano, quisemos adotar um estilo menos formal e, pelo lado positivo, olharmos e refletirmos juntos sobre o estado da EMRC nas escolas da Arquidiocese”.

Uma «Task-force» para a EMRC em Braga

Conscientes da “perda que a pandemia trouxe à realidade da disciplina, das inscrições neste ano letivo”, o Departamento tem já em marcha um plano de intervenção com várias valências.

“Estamos a avançar com uma autêntica ‘task force’ para a disciplina que vai começar por identificar necessidades várias quer nas escolas, quer na formação dos professores. Recolhemos dos professores a dificuldade em obter recursos e, por isso, criámos já um sítio na internet que permite a identificação da disciplina na Arquidiocese e que vai ter uma área reservada aos professores”.

Também Pedro Mendes, recentemente nomeado secretário para o serviço de EMRC do DPIE, a presença de muitos professores na reunião mostra “o querer estar juntos e o caminhar em sintonia”.

“Mesmo com a pandemia COVID-19, que nos tirou aquilo que é mais próprio da disciplina como a proximidade, o olhar próximo e interessado, o conhecer e reconhecer os alunos, não deixámos de ter professores motivados e a trabalhar bem e que foram, e são, sinais de esperança nas suas escolas”, precisou.

Para o responsável o encontro permitiu “gerar um espaço de olhar crítico sobre a nossa realidade para se perceber que só juntos faz sentido o caminho”.

“A validade da EMRC tem a ser com a qualidade do nosso trabalho. Quando estamos desmotivados, ou dizemos mal da EMRC, em última análise dizemos mal de nós”, sustentou.

Com um conjunto de dinâmicas que “mostraram a ligação da EMRC com a Arquidiocese e o lugar da disciplina no sistema de ensino em Portugal”, Pedro Mendes situou “o primeiro ciclo e o secundário” como lugares onde “se deve apostar”.

“Precisamos de trabalhar, de criar redes de trabalho mais próximas que nos permitam perceber e conhecer o que está a fazer o colega da escola ao lado”.

Exemplo da necessidade “da partilha entre pares de boas práticas didático-pedagogias” foi a apresentação do trabalho desenvolvido pelo professor Justiniano Mota no 5º, 6º, 8º e 9º anos.

“Queremos que os docentes partilhem boas práticas, que não tenham medo de se expor e de mostrar o que fazem com a consciência de que todos juntos somos mais próximos e estaremos mais capazes de trabalhar para bem dos alunos”, considerou.

Para Pedro Mendes é fundamental “uma disciplina mais projetada a nível diocesano, mais solida no modo como os docentes trabalham com as diversas ferramentas para que as aulas sejam de excelência pois é a isso que somos chamados”.

No início do mês o DPIE criou um novo sítio na internet onde espera “tornar mais visível a disciplina” e promete “uma aposta forte nas redes sociais com diferentes destinatários”.

Até ao final do ano Pedro Mendes aponta a meta de “visitar pelo menos metade dos agrupamentos escolares”, da região minhota, de modo a “conhecer a realidade e perceber as dificuldades do terreno”.

Educris|12.10.2021



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