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«O novo diretório aponta a formação como o desafio», D. Nuno Almeida

Bispo auxiliar de Braga sustentou necessidade de uma Igreja que seja “luz e sal”

D. Nuno Almeida, um dos convidados no último «À conversa com…», sustentou que “a formação dos catequistas é vital para a Igreja.

“Para que a Igreja seja luz e sal é fundamental a formação como aponta o novo diretório para a Catequese”, afirmou.

A iniciativa, da equipa Arciprestal da catequese da Povoa de Lanhoso refletiu, na passada sexta-feira, sobre a importância o «Querigma», o primeiro anúncio.

Perante catequistas de quinze dioceses portuguesa o prelado considerou fundamental “regressar sempre ao essencial que é o modo como Jesus ressuscitado age em nós e no meio de nós santifica-nos e torna-nos irmãos”.

Explicando que o querigma pode “ter muitas melodias e formas diferentes” o prelado sustentou que o essencial é “voltar a este primeiro encontro, ao primeiro anúncio, para ganhar sentido para a existência de cada um.

“Esta boa nova do encontro com o Jesus ressuscitado deve atingir a mente, moldar o coração e é performativa porque nos põe em ação. Convoca-nos para agir”, sustentou.

Numa sociedade laicizada D. Nuno Almeida considerou ser importante “uma vivência do evangelho capaz fazer o equilíbrio entre a fé as grandes questões da vida.

“Temos de ser testemunhas do evangelho pois ele é essencial para abrir o coração e a mente de tantos dos nossos contemporâneos”, considerou.

Olhando para a importância do termo ‘evangelização’ D. Nuno Almeida afirmou a necessidade de uma “reconversão da própria igreja” para que esta possa ser “o centro de toda a ação cristã”.

“A Evangelização configura toda a atividade da igreja. É como o conceito integrador da pastoral litúrgica, orgânica, testemunhal. Esta forma de olhar a igreja ainda não foi assimilada. Basta olharmos para os vários organigramas dos serviços da arquidiocese”, afirmou.

O Querigma renova a pedagogia e a amplitude da catequese

Presente na sessão Cristina Sá Carvalho, coordenadora do Departamento de Catequese no Secretariado Nacional da Educação Cristã sustentou que a igreja “vive hoje um momento importante” e desafiou os catequistas a “lerem o atual magistério do papa Francisco à luz da Evangelii Nuntiandi”.

“O desafio da catequese passa pelo modo de entender a própria igreja no mundo. Se todos somos filhos de Deus e a salvação está onde Deus quer então cabe-nos, como batizados, a responsabilidade de acrescentar ao mundo algo de mais profundo, perfeito e transformar e mais alegre. A plenitude da existência humana”, afirmou.

Para a responsável o “querigma” é o responsável “pela renovação da pedagogia e da amplitude da catequese” e deixa desafios.

“Temos de trabalhar todos como igreja e não espartilhados. Temos de oferecer uma visão global das realidades humanas e do mistério de Deus”, desafiou.

Considerando a catequese como um “tempo e espaço” que deve promover um “ambiente de verdade e de liberdade” Cristina Sá Carvalho sustentou a necessidade de “recuperar a memória” e de aprender “a ser servidor na escuta do outro”.

“Na catequese nós somos enviados pela igreja e vamos ao encontro de interlocutores. Jesus não mandou calar ninguém. Ele fez muitos silêncios para escutar e interrogava as pessoas de maneira inteligente. Queria ouvir o que soava no coração das pessoas para que estas aprofundassem esse movimento”.

“Temos que começar por trabalhar a nossa humildade como servidores, como os últimos dos últimos”.

Num convite e desafio aos catequistas a responsável da catequese no SNEC pediu “conversão para que o Senhor surja nas nossas ações e nos nossos pensamentos”.

“Precisamos de perceber este querigma como um processo de conversão continuo e que nos ajuda a viver a nossa vida. O catequista precisa de tempo para silêncio e contemplação. Tem de ser formado para encontrar tempo para se preparar com profundidade para a missão a que é chamado”, concluiu.

Educris|06.07.2020



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