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«A Catequese deve abrir-se às novas culturas e linguagens»», Paulo Campino

49º Encontro Interdiocesano de Catequistas decorre até ao próximo Domingo e promete aprofundar o conhecimento do «Diretório para a Catequese»

O Diácono Paulo Campino, diretor do Serviço de Catequese de Santarém, disse hoje que a catequese se “deve abrir às novas culturas e a novas linguagens”, num esforço por estar “nas realidades mais marginais".

“Hoje muitas das nossas crianças e adolescentes estão fora da realidade eclesial, e isso deve provocar, na catequese, um movimento claro de inculturação de modo a que a transmissão da fé esteja atenta e atuante perante a globalização da cultura e das novas formas que as pessoas encontram para se relacionarem”.

No início do 49º Encontro Interdiocesano de Catequistas, que decorre até domingo e que reúne mais de três centenas de catequistas das dioceses do centro do país, o responsável considerou que o novo Diretório surge “fruto da aceleração da própria sociedade” e recebe os contributos “de alguns documentos fundamentais e dos processos sinodais a que temos assistidos nos últimos anos”.

“É um documento que tem um carisma profundo. Tem uma razão eclesiológica e é fruto de um conjunto de sínodos que a igreja tem vivido e que vão alterando a face da igreja nos últimos anos”.

Para o diácono Paulo Campino o novo documento desafia os catequistas, as comunidades cristãs e as famílias a olharem ara a catequese “não apenas como o lugar do crescimento da fé”, mas a ser “espaço e lugar de gerar a fé” e a provocar "uma conversão pastoral".

“É claro que não podemos limitar a catequese ao crescimento da fé, mas temos que aí gerar a fé, tornando-se particularmente importante o primeiro anúncio, o querigma e a credibilidade do catequista neste processo de acompanhamento”, considerou.

Considerando que o Diretório “coloca em grande destaque a cultura digital” o diácono Paulo Campino sustentou que é fundamental “metermo-nos nestes meios” de modo a “estarmos lá e acompanharmos os que ali caminham a uma verdadeira liberdade interior”.

“Hoje a catequese percebe que não pode existir sem se abrir e deixar guiar pelo Espírito Santo, que sendo o protagonista, nos desafia a fazer ‘caminho com’ muito mais do que ‘conduzir a’. É uma perspetiva que envolve o catequista, a família, o catequizando, e as comunidades. Muda a nossa catequese porque exige o paradigma do acompanhamento e da constante releitura da minha história à luz de Deus”, afirmou.

"O fim da catequese não é fazer uma sessão escolar ou preparar para um sacramento. É pelo caminho que percorro, com Deus e com os irmãos, e pela sua misericórdia que me torno discípulo".

No início dos trabalhos, que este ano decorrem de maneira virtual, o padre José Henrique Pedrosa, coordenador do grupo organizativo, agradeceu “a presença de tantos catequistas de todo o país” e lembrou que esta pandemia se tem constituído como “um desafio à catequese” e traz consigo uma “oportunidade para nos adaptarmos às nossas ferramentas disponíveis de modo a fazermos novos discípulos”.

Programa do 49º Encontro Interdiocesano

Amanhã, dia 13 de fevereiro, pelas 15h00, o padre Tiago Neto, do Patriarcado de lisboa, apresenta o tema «Identidade da Catequese».

No domingo, último dia do Encontro, Maria Luísa Boléo, do setor da Catequese de Lisboa, apresenta, pelas 15h00, o capítulo X do Diretório, sob o tema «A catequese diante dos cenários culturais contemporâneos». Segue-se um tempo de ateliês para o aprofundamento de alguns dos cenários apresentados com temas como «Catequese e mentalidade científica», «Catequese e cultura digital», «Catequese e bioética», «Catequese e integridade da pessoa e Opção pelos pobres», «Catequese e compromisso ecológico».

Educris|12.02.2021



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