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ENC17: Homilia de D. António Moiteiro

“Que lugar ocupa a morte e a ressurreição de Cristo na minha vida, na catequese ou na educação cristã?”, questionou D. António Moiteiro esta tarde aos responsáveis da catequese na celebração da eucaristia.

Na sua homilia, proferida na igreja de São João Baptista em Tomar, o bispo de Aveiro e vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), sustentou que “sem entendermos o que significa ‘dar a vida’ não haverá catequese e não existirá vida cristã”.

O prelado convidou os responsáveis de catequese a “perceber a verdade na nossa vida: Cristo morreu por mim porque me ama”.

D. António Moiteiro afirmou que é importante “esclarecermos para nós mesmos o que é a salvação”:

“Para nós catequistas talvez este seja um dos pontos essenciais da nossa catequese. A nossa catequese não dá frutos porque muitas vezes os nossos catequizandos não sentem a necessidade da salvação” e isso também acontece “nas nossas comunidades cristãs que não sentem esta urgência da salvação, da conversão e da vida nova” porque “não vivemos o que significa ser salvo”.

Num olhar sobre a realidade atual o prelado sustentou que hoje parece que a salvação “se reduz a uma necessidade pontual e não à vida na sua totalidade” e deixou o convite a contemplar “o dar a vida como Jesus”:

“Olhemos para Jesus que dá a vida. Olhemos para Jesus e vejamos o caminho que percorreu até dar a vida pelos outros. Só quando entendermos que a nossa vida, a minha vida é dom para os outros, só nesse momento posso considerar-me necessitado de salvação.”.

O bispo de Aveiro afirmou que só “a partir daqui posso criar processos educativos nos quais cada um de nós procura esse encontro, procura também ele dar a vida como Jesus deu a vida por nós”.

“Jesus, o rosto visível do Deus invisível, dá a vida por cada um de nós. O Pai deu-nos o melhor que tinha. O seu filho. Este filho que ao morrer na cruz tornou visível o amor por nós e por isso Deus não o podia abandonar na morte”.

No final da sua homilia o membro da CEECDF reiterou a ideia de que “quando cada um de nós dá a vida conta com a presença de Deus, que acompanha e ajuda a perceber a vida como um dom” e rezou:

“Peçamos este dom de nos sentirmos amados. De nos sentirmos necessitados de salvação. De fazermos da nossa vida um dom para os outros. Sabendo que o Pai não nos abandona. Este é o nosso caminho de mudança e de conversão. Que passa pela morte, mas confiante que o Pai nos dará uma vida nova”.



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