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«Precisamos de polinizar a sociedade», D. Nuno Almeida

Bispo auxiliar de Braga considerou família como motor da ação pastoral da Igreja a partir da exortação apostólica Amoris Laetitia

D. Nuno Almeida disse hoje aos catequistas que é urgente “não poupar esforços para que família volte a ser lugar efetivo e afetivo da educação da fé”.

“Não podemos ter uma atitude resignada perante o que se está a viver e a passar. Sabemos que hoje existem muitas questões que dificultam a transmissão da fé nas famílias, mas também sabemos que existem muito boas práticas de educação religiosa que nos dizem ser possível fazer mais diferente. A família é e deve ser o motor de ação pastoral porque está na interseção da presença na sociedade; é a partir da experiência em família que conhecemos o amor de Deus, só assim conseguimos que sejam Igrejas domésticas e ao mesmo tempo fermento na sociedade”, afirmou, esta tarde, nas Jornadas Nacionais de Catequistas 2020.

O bispo auxiliar de Braga advogou uma atitude, por parte da Igreja, de “escuta, discernimento e acompanhamento” das famílias como preconizado pela Exortação Amoris Laetitia, do Papa Francisco.

“Hoje, mais do que gerir espaços temos de aprender a gerar processos que nos permitam um verdadeiro acolhimento das famílias. Quando na catequese transferimos a tónica dos filhos para os pais estes compreendem que mais do que a religiosidade é a própria fé e a qualidade cristã da família que se altera”, afirmou.

Para uma “mudança de paradigma” o prelado pediu atenção e consciência “à mudança de época que vivemos” com “os pés assentes na terra e o espírito aberto ao céu”.

“Temos que entrar em comunicação, em relação, com a mentalidade pós-moderna para que a mensagem cristã possa penetrar nesta cultura que apresenta muitas variações em relações ao cristianismo”.

Aos catequistas D. Nuno Almeida lembrou que “a fé não é um processo linear no crescimento da pessoa” e pediu “uma experiência profunda de Jesus para que possamos ser agentes de transformação na sociedade”.

“Talvez hoje ainda vivamos um modelo quase que industrial. Precisamos de criar pequenas comunidades de famílias de famílias, que na leitura da Palavra de Deus, possa discernir os caminhos, as ações e o modo de estar na sociedade. Temos de ter a capacidade de polinizar a sociedade ferida e de gerar cristãs que sejam anunciadores da esperança”, concluiu.

Ainda esta tarde Teresa Ribeir Tomé apresenta o tema «As Dinâmicas familiares num grupo humano de amor, intimidade, apoio e partilha». As Jornadas Nacionais de Catequistas 2020 continuam em direto no Zoom, Youtube e Facebook da Educação Cristã até este domingo.

Educris|24.10.2020



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