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Diretório2020: A «missão é o modo de ser catequese», padre Manuel Queirós

Especialista destaca nova linguagem e prioridade missionária para a catequese de acordo com o mundo atual

O Vaticano publicou, no passado dia 25 de junho o Diretório para a Catequese 27 anos depois da última edição.

Ao Educris, na rúbrica semanal «O Diretório em análise» que hoje foi para o ar no canal Educris no Youtube, o padre Manuel Queirós, vigário episcopal da Ação Pastoral da Diocese de Vila Real, considerou que o novo documento coloca no centro a “a missão da Igreja na transmissão da fé.

“Uma vida de fé viva, operante e ativa. Um olhar atento à circunstância de cada época. A fidelidade e uma inculturação, adaptação e resposta aos novos contextos e cenários. A grande novidade é a opção missionária. A Igreja vê hoje a centralidade do anúncio como o centro da própria igreja”, considerou.

Para o catequeta o documento “conjuga a catequese com as outras dimensões, como a liturgia e a caridade” e provoca uma transmissão “não apenas de conteúdos, mas de uma experiência que chega e transforma a vida”.

“A finalidade da catequese é a mesma e passa por proporcionar o encontro e comunhão com a pessoa de Cristo, mas acrescenta o acompanhamento no amadurecimento desta resposta, e isto traz consequências tornando a catequese não apenas uma transmissão, mas um caminho a percorrer”, sustentou.

Neste sentido houve necessidade de “mexer” nas tarefas da catequese que deixou de ter em conta “a iniciação à missão”.

“As tarefas da catequese são apresentadas como o «levar ao conhecimento da fé; iniciar ao mistério cristão; formar para a vida em Cristo; e a iniciação à oração. A iniciação à missão foi retirada pois passa a ser entendida como o modo de ser catequese”, completa.

Numa primeira abordagem a um documento “rico, novo em conteúdo e forma” o padre Manuel Queirós considera que “a estrutura, o modo e o estilo próprio” resulta do pontificado do Papa Francisco e das inúmeras “reuniões, sínodos, encíclicas e exortações que temos experimentado numa dinâmica de sinodalidade”.

Como grandes desafios à transmissão da fé o catequeta aponta para os que constam do documento e que passam pela “globalização da cultura e a cultura digital”.

“As novidades do documento são também um desafio para todos. A questão dos sinais dos tempos e os desafios da cultura digital e da globalização estão implicados um no outro e são decisivos para a catequese e para a Igreja”, considera.

O padre Manuel Queirós e o cónego Luís Miguel Rodrigues, diretor-adjunto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa em Braga, comentaram já o novo documento na rubrica ‘Diretório em Análise: Desafios e caminhos para a Catequese’.

Na próxima semana o padre Tiago Neto, do Sector da Catequese de Lisboa, apresenta outros destaques do novo documento.

Educris|03.07.2020






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