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Covid-19: Papa reza pelo fim dos “medos” neste tempo de pandemia

Francisco rezou hoje pelos que tem medo, neste tempo de sofrimento, e pediu a Deus o dom da confiança para o presente e futuro

“Nestes dias de tanto sofrimento, há tanto medo. O Medo de tantos anciãos que estão nos lares, nos hospitais, ou em suas casas, sozinhos, sem saberem o que pode acontecer. O medo dos trabalhadores precários, sem ocupação fixa, que pensam como vão alimentar os seus filhos enquanto vem a aproximação da fome”, afirmou o Papa, no início da celebração eucaristia a que presidiu nesta manhã de quinta-feira.

Francisco lembrou, ainda “o medo dos assistentes sociais que neste momento ajudam os doentes e os que estão sós, e assim fazem avançar a sociedade, mesmo podendo apanhar a doença” e recordou “os medos de cada um de nós”.

O Papa convidou os crentes a “pedir ao senhor que nos ajude a ter confiança, a tolerar e a vencer os medos”, numa missa transmitida pelos serviços de comunicação do Vaticano.

Os ídolos que afastam da verdadeira religiosidade

Na sua homilia, e tomando para reflexão o excerto da primeira leitura, retirada do livro do Êxodo (Ex 32,7.14), que narra o episódio do bezerro de ouro, Francisco lembrou os “ídolos que tantas vezes trazemos escondidos” e que nos “fazem perder os dons do Senhor” conduzindo-nos “a uma religiosidade errada”.

“Este mecanismo, o da idolatria, é um mecanismo que nos afasta de Deus. É um mal que entra no coração e que nos distancia de Deus, faz-nos perder os dons do Senhor”.

Francisco desafiou os presentes a “interrogarmo-nos acerca dos nossos ídolos, aqueles que estão dentro de cada um e que nos afastam do Deus vivo”.

“São ídolos que guardamos dentro de nós, de maneira astuta, como fez Raquel quando fugiu do seu pai e escondeu as suas estatuetas na sela do camelo. Hoje interroguemo-nos seriamente: qual é o meu ídolo, o meu símbolo de mundanidade?”

Para o Papa a “idolatria leva-nos a uma religiosidade errónea que pode transformar um sacramento numa idolatria”.

No final da sua homilia o papa convidou os presentes a questionarem-se sobre “os seus próprios ídolos, aqueles que escondo” e rezou:

“Peçamos a graça de conhecer os nossos ídolos. E se não os poderemos expulsar ao menos saibamos colocá-los de lado”.

Educris|26.03.2020



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