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Nigéria: Quatro seminaristas sequestrados por grupo armado

Incidente aconteceu no passado dia 8 de janeiro na Nigéria

Quatro seminaristas católicos foram sequestrados por um grupo armado que atacou o Seminário Maior do Bom Pastor, situado na localidade de Kakau, estado de Kaduna, na Nigéria.

A denuncia foi feita hoje pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) que confirmou a informação junto do responsável local do seminário, o padre Kinsley que se mostrou "em choque e temendo o pior".

À Fundação de direito pontifícioo padre adiante que "até ao momento”, não houve “qualquer contacto por parte dos sequestradores”. E lançou um apelo: “por favor, rezem pelos rapazes!”

Segundo o Padre Joel Usman, citado pela imprensa local, “bandidos armados” atacaram o seminário, situado na estrada Kaduna-Abuja, “entre as 22h30 e as 23 horas” e que depois, após contagem dos estudantes, o que aconteceu já na presença de “agentes das forças de segurança”, concluiu-se pelo desaparecimento dos quatro seminaristas.

Há relatos de que os atacantes, que envergavam camuflados militares, chegaram a fazer alguns disparos “em estudantes, professores e funcionários”, segundo o relato do Padre Usman, e terão sequestrado os seminaristas que se encontrariam já nos respectivos quartos.

O alerta dado às autoridades, que fizeram avançar para o local uma equipa de reacção rápida, terá evitado que mais estudantes fossem sequestrados.

O ataque ao seminário mereceu já um comentário de preocupação por parte do Presidente Internacional da Fundação AIS. “A situação de segurança na Nigéria é catastrófica”, afirmou Thomas Heine-Geldern, referindo-se a “gangues criminosos” que aproveitam “a situação caótica” em algumas regiões do país para lançar os seus ataques contra as populações civis.

Heine-Geldern exigiu que o governo tome medidas urgentes para proteger a vida e a propriedade das pessoas. E fez um paralelismo com “a situação no Iraque antes da invasão” dos jihadistas do auto-proclamado Estado Islâmico. No Iraque, recordou o Presidente Internacional da AIS, “os cristãos foram assaltados, sequestrados e mortos sem nenhuma protecção do Estado. É necessário que os cristãos na Nigéria não sofram o mesmo destino. O governo deve agir antes de ser tarde demais.”

Para Thomas Heine-Geldern, o sequestro destes quatro seminaristas é um “ato cruel”, tendo apelado “à consciência” dos raptores para a libertação dos jovens, pedindo as “orações de todos”. O Responsável internacional da Fundação AIS lembrou ainda o sofrimento por que estão a passar as famílias e os colegas e professores do seminário perante a ausência de notícias destes quatro seminaristas.

Este ataque, contra uma instituição da Igreja Católica ocorre 13 dias depois de outro ataque que vitimou uma dezena de cristãos no estado de Borno, no norte do país. O ataque foi, na altura reivindicado por um grupo terrorista associado ao Estado Islâmico e que se encontra ativo na região.

Num vídeo posto a circular na Internet logo após o Natal, no dia 26 de Dezembro, é possível ver dez homens a serem decapitados enquanto um décimo primeiro refém, identificado como muçulmano, era assassinado a tiro.

Educris com AIS

Imagem: Arquivo AIS

14.01.2020



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