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África: Crescente violência contra comunidades cristãs

Denúncia feita pelos bispos do Burkina Faso e do Niger à comunidade internacional após novos ataques terroristas

Os Bispos do Burkina Faso e do Níger alertam a comunidade internacional para o recrudescimento de ataques terroristas contras os cristãos nestes dois países, pedindo aos fiéis para aumentarem a vigilância de forma a evitarem novos incidentes.

Na mensagem final da reunião da Assembleia Plenária, realizada em Ouagadougou, entre os dias 5 a 15 de Junho, os prelados do Burkina Faso e do Níger afirmam que os seus países “são vítimas de contínuos ataques terroristas  já há alguns anos”, e constata-se que a situação se tem vindo a agravar nos tempos mais recentes.

Dizem os prelados, no comunicado final, que “não obstante os esforços das Forças de Defesa e Segurança, os ataques terroristas estão a intensificar-se e assumiram uma nova dimensão religiosa, através de sequestros e homicídios”, classificados como “crimes injustificáveis”.

Afirmando-se “desolados e desapontados” com esta situação, os Bispos do Burkina Faso e do Níger pedem aos cristãos que “intensifiquem as medidas de prudência e vigilância quer a nível individual como comunitário, num clima de fé e esperança, e que permaneçam discípulos e testemunhas daquele que obteve a  vitória não com a violência, mas com o amor, vencendo o mal com o bem”.

Em relação aos ataques a que os Bispos se referem inclui-se, apenas entre os mais recentes, o que ocorreu no passado dia 13 de Junho, na Paróquia de Dolbel , pertencente à Diocese de Niamey, na região que faz fronteira com o Burkina Faso. Em resultado desse ataque, um sacerdote, identificado como sendo o Padre Nicaise Avlouké, ficou ferido numa mão e numa perna.

Bem mais grave, e tal como a Fundação AIS então denunciou, é a ameaça pelo grupo jihadista Boko Haram aos cristãos que vivem em Diffa, na fronteira com a Nigéria: ou abandonam a região ou serão mortos.

O vigário-geral de Niamey, D. Anthony Coudjofio, confirmou esta ameaça mas assegurou, no entanto, que não se verificou até ao momento nenhuma debandada da população local. “É uma situação certamente preocupante, mas dizem que as forças de segurança estão a patrulhar a área de protecção das igrejas”, disse D. Anthony, citado pela agência Fides, acrescentando que “os fiéis católicos, embora assustados, não abandonaram as suas casas”, desmentindo assim informações de que estaria a haver uma fuga em massa dos cristãos.

Recorde-se que foi precisamente no Níger que foi sequestrado, em Setembro do ano passado, o Padre Pier Luigi Maccalli, cujo paradeiro permanece desconhecido.

Antes ainda desta reunião da Conferência Episcopal do Burkina Faso e do Níger, já os prelados aconselhavam sacerdotes, religiosas e fiéis a adoptaram medidas cautelares de segurança face à onda de violência e de atentados que se tem vindo a verificar contra comunidades cristãs.

Entre essas medidas, pede-se aos sacerdotes e irmãs para evitarem o uso de roupas que os identificam claramente como religiosos assim como para tentarem viajar apenas em horários de muito tráfego – e nunca à noite – e para evitarem percursos semelhantes em deslocações de rotina.

Educris com AIS| 09.07.2019



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