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Fátima: Formação sensibilizou funcionários para maus tratos e abusos

Especialista aponta papel «fundamental» do pessoal não docente na sinalização de casos e abuso e maus tratos a menores

Um olhar de sensibilização sobre indicadores e sinais de maus tratos contra crianças e jovens» foi o tema que Fátima Duarte, da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e proteção de Crianças e Jovens (CNPDPCJ) apresentou, no passado sábado, aos funcionários das escolas católicas

Em declarações ao Educris a especialista sustentou que “a sociedade está mais desperta para esta problemática” e apontou como fundamental “a formação destes agentes educativos na prevenção e sinalização de casos de maus tratos e abusos nas instituições de ensino”.

“A consciência das pessoas foi como que abanada, nos últimos anos, e percebeu-se que existem maus tratos. Não é um mito e eles trazem consequências que podem até levar à morte da criança e do jovem. Ainda existe dificuldade em fazer diagnostico. A dúvida faz com que em algumas situações não haja sinalização”, denunciou.

A formadora considerou ser de “extrema importância” o papel funcionários não docentes na atenção a estas situações porque “muitas vezes estabelecem relações mais próximas com os alunos”.

“Temos de ter profissionais treinados sobre o que são maus tratos. Os não docentes tem um papel, às vezes, mais revelante do que os dos docentes. São próximos porque são menos formal. Escutam, acompanham, ampara, com quem desabafam. São ‘front office’ nas escolas”, declarou.

Consciente que a temática ainda está carregada de “tabus e mitos” Fátima Duarte sustentou a necessidade de uma formação mais alargada e mostrou-se satisfeita com o modo como as Escolas Católicas estão a olhar para a questão.

“Ainda lidamos com mitos como o pensar-se que a violência e o abuso estão apenas presentes nas classes mais baixa. Depois existem tabus como, por exemplo que quem maltrata não conhece a família. Isto é mentira porque os abusos acontecem, na sua maioria, na família.”

Divulgar “referenciais” para as situações de abusos e maus tratos nas escolas católicas

 

Presente na sessão o diácono Fernando Magalhães, da Associação Portuguesa de Escolas Católicas, sustentou a importância da formação na temática e apontou a necessidade de divulgar os vários referenciais que já existem, na área, pelas instituições portuguesas de ensino católico.

“Estamos a integrar um grupo de trabalho com vários agentes. Existem já muitos e bons referenciais neste domínio. Temos de tomar contacto com todo este material, divulgá-lo, disseminá-lo e assim torná-lo pratica das escolas católicas”, declarou.

A iniciativa reuniu mais de uma centena de funcionários não docentes e foi promovida pela Associação portuguesa de Escolas Católicas com o apoio do Secretariado Nacional da Educação Cristã.

Educris|23.05.2019



Recursos:
APEC: Formação analisa «Abusos e maus tratos nas crianças e jovens»:


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