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Homilia do Papa Francisco na comemoração dos fiéis defuntos

O Papa Francisco celebrou hoje a eucaristiano cemitério Laurentino, em Roma. Na sua homilia o papa convidou os crentes a percecionarem o dia dos fiéis defuntos como um "dia de memória e de esperança".

Leia, na íntegra, a homilia do Santo Padre

A liturgia de hoje é realista, é concreta. Enquadra-se nas três dimensões da vida, dimensões que entendidas até pelos mais pequenos: o passado, o futuro e o presente.

Hoje é um dia de memória do passado, um dia para lembrar aqueles que caminharam à nossa frente, que também nos acompanharam, nos deram a vida. Recordar, fazer memória. A memória é o que faz um povo forte, porque se sente enraizado num caminho, enraizado numa história, enraizado num povo. A memória faz-nos entender que não estamos sozinhos, somos um povo: um povo que tem história, que tem passado, que tem vida. Memória de muitos que compartilharam um caminho connosco e estão aqui [indica os túmulos ao redor]. Não é fácil fazer memória. Nós, tantas vezes, achamos difícil trazer de volta os pensamentos acerca do que aconteceu na minha vida, na minha família, no meu povo ... Mas hoje é um dia de memória, a memória que nos leva às raízes: às minhas raízes, a raízes do meu povo.

E hoje é também um dia de esperança: a segunda leitura fez-nos ver o que nos espera. Um novo céu, uma nova terra e a cidade santa de Jerusalém, nova. Bela imagem a que usa para nos fazer entender aquilo que nos espera: "Eu a vi descer do céu, descer de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu esposo" (Ap 21,2). A beleza aguarda-nos ... Memória e esperança, esperança de encontrar, esperança de chegar onde está o Amor que nos criou, onde existe o Amor que nos espera: o amor do Pai.

E entre memória e esperança existe a terceira dimensão, a do caminho que temos que fazer e o que fazemos. E como fazer o caminho sem cometer erros? Quais são as luzes que me ajudarão a não cometer erros? Qual é o "navegador" que o próprio Deus nos deu, para não cometer erros? São as bem-aventuranças que Jesus nos ensinou no Evangelho. Essas bem-aventuranças - mansidão, pobreza de espírito, justiça, misericórdia, pureza de coração - são as luzes que nos acompanham para não errar no caminho: este é o nosso presente.

Neste cemitério existem as três dimensões da vida: memória, podemos vê-la ali [volta a indicar para as sepulturas]; a esperança, celebramo-la agora na fé, não na visão; e as luzes que nos guiam no nosso caminho para não errar a estrada, sentimo-las no Evangelho: são as bem-aventuranças.

Hoje pedimos ao Senhor que nos dê a graça de nunca perder a nossa memória, nunca esconder a nossa memória - memória de uma pessoa, memória familiar, memória do povo -; e que ele nos dê a graça da esperança, porque a esperança é uma dádiva dele: saber esperar, olhar o horizonte, não ficar fechado diante de um muro. Olhar sempre ao horizonte e à esperança. E nos dê a graça de entender quais são as luzes que nos acompanharão na estrada para não falhar, e assim chegar por fim onde eles nos esperam com tanto amor.

Tradução Educris a partir do original em italiano

Educris|02.11.2018






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