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Viseu: Escolas devem fazer a síntese entre a «fé, a cultura e o conhecimento»

Bispo de Viseu convidou os educadores católicos a não descurarem a “formação pessoal” e lembrou a marca da escola católica: “Um lugar de inclusão, de formação para o bem comum" demodo a "transformar a sociedade”.

Perante mais de 100 educadores vindos de 12 colégios de cinco dioceses do centro do país, D. Ilidio Leandro começou por questionar os presentes sobre qual o lugar do evangelho numa escola católica:

“Será que o lugar do evangelho passa por estar à porta da sala de aula com duas velinhas de lado? Será este o lugar do evangelho nas nossas instituições de ensino?”, questionou.

Para o prelado o lugar do evangelho deve ser “o lugar do coração, do professor, em primeiro, porque companheiro de jornada dos mais novos”:

“O evangelho deve estar presente no caminho do educador muito mais do que algo exterior que se coloca à entrada da escola ou da sala de aula”.

Tomando como “inspiração” os vários pronunciamentos do “Papa Francisco sobre a importância da renovação das instituições de ensino católicas” D. Ilídio Leandro começou por referir que é fundamental “educar para a transcendência de modo a formarmos cidadãos capazes de se superarem e lutarem pelo bem comum da sociedade”:

“O professor da escola católica não se deve limitar a debitar conhecimentos, mas fazer nascer e crescer a vida em cada aluno que nos é dado”

A Família: primeiro lugar da educação

O bispo de Viseu convidou as escolas católicas a terem um “lugar de destaque para os pais, tantas vezes ausentes das escolas:

“Os pais são elementos fundamentais na educação das novas gerações. Tantas vezes ausentes devemos procurar dar-lhes atenção procurando construir pontes e percecionado a família como o primeiro lugar da educação”.

Professores que transmitem o que vivem

D. Ilídio Leandro convidou os professores a “serem coerentes no seu testemunho” e a estarem em sintonia com os “valores evangélicos do serviço à sociedade através da promoção do bem comum”:

“A vossa ação passa não tanto pela conversa ou pelo esforço de instruirdes bem os mais novos mas, e sobretudo pelo testemunho”, alertou. Para o prelado é fundamental “formar os professores na excelência do conhecimento académico, mas também ao nível social e espiritual”:

“Só deste modo educaremos jovens com ‘asas e com raízes’ como nos pede o Papa Francisco”, sustentou.

Identidade da escola católica: educar para os valores

Tomando a passagem do evangelho em que Jesus conta a parábola do Bom Samaritano o bispo de Viseu convidou os presentes a “relerem a parábola em chave educativa”:

“Cada jovem é como aquele que está à beira da estrada. Ter misericórdia com os alunos é amá-los a partir do coração. Que cada professor tenha os últimos em primeiro lugar no coração”.

Para o prelado é fundamental olhar a escola como “lugar de encontro de modo a educar para a verdade, a beleza e a bondade”.




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