
Na viagem de regresso da 25ª visita apostólica o Papa Francisco tinha anunciado um acordo entre Pequim e o Estado do Vaticano. No final da audiência-geral desta quarta-feira o pontifíce lembrou os cristãos no território chinês.
"No sábado passado, 22 de setembro, foi assinado em Pequim um Acordo provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China, sobre a nomeação dos Bispos na China. O Acordo é fruto de um longo e ponderado caminho de diálogo, e pretende favorecer uma colaboração mais positiva entre a Santa Sé e as Autoridades chinesas, para o bem da Comunidade católica na China e para a harmonia da sociedade inteira".
Francisco, que se preparava para "dirigir um textos aos católicos chineses e a toda a Igreja Universal" exortou aos crentes, reunidos na praça de São Pedro, no Vaticano, a "acompanhar com oração fervorosa e com amizade fraternal os nossos irmãos e irmãs na China" para que eles saibam que "não estão sozinhos. A Igreja inteira reza com eles e por eles".
Ao final da tarde desta quarta-feira a sala de imprensa do Vaticano fez surgiu, via site oficial, a mensagem de "encorajamento fraterno" do Papa Francisco.
Já a 22 de setembro a Santa Sé dava conta da integração na comunhão da Igreja Católica de seis bispos nomeados por Pequim. Em sentido inverso o governo chinês reconheceu a validade da nomeação de dois preladosque haviam sido indicados pelo Vaticano.
Na viagem de regresso a Roma, e aos jornalistas presentes no voo papal, Francisco deu conta de que o acordo entre os dois estados permite a Roma "fazer a nomeação" em "diálogo com o estado chinês", algo que não acontecia e que tem provocado muitas convulsões entre a Igreja Católica Tradicional e a Igreja Patriótica chinesa.
Educris|26.09.2018