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Fátima: D. Antonino Dias pede para «acolher a novidade que nos bate à porta»

Encontro das escolas católicas das dioceses do centro reuniu mais de 70 agentes educativos e contou com a intervenção de D. Antonino Dias, bispo da diocese de Portalegre-Castelo Branco.

Na sua intervenção D. Antonino Dias citou as conferencias de D. José Ornelas, D. Ilídio Leandro e de D. António Francisco dos Santos, prelados que presidiram às edições anteriores.

Aos docentes o bispo de Portalegre-Castelo Branco lembrou a importância dos docentes “corresponderem à sua específica vocação e nobre missão” e ao “que a Igreja nos confiou e de nós espera”.

Para o prelado “a Igreja tem uma missão. Existe para evangelizar, evangeliza educando, educa evangelizando. Entre a diversidade dos meios de que dispõe para o fazer, ela tem a escola católica”.

D. Antonino Dias afirmou que a existência de escolas católicas concorre “para a liberdade de consciência e defesa dos direitos dos pais, bem como para o progresso da própria cultura” e é espaço privilegiado para “o diálogo entre a Igreja e a comunidade humana”:

“A escola católica deve, para além das restantes, criar um ambiente de comunidade escolar animado pelo espírito evangélico de liberdade e de caridade, ajudar os adolescentes para que, ao mesmo tempo que desenvolvem a sua personalidade, cresçam segundo a nova criatura que são pelo Batismo, e ordenar finalmente toda a cultura humana à mensagem da salvação, de tal modo que seja iluminado pela fé o conhecimento que os alunos adquirem gradualmente a respeito do mundo, da vida e do homem”.

Consciente dos desafios que hoje se colocam à educação e, em particular, às escolas católicas, o prelado convidou os presentes a “acolher a novidade que nos bate à porta”:

“A escola hoje encontra-se perante novos desafios, desafios difíceis, devido ao contexto sociopolítico e cultural que nos envolve. No entanto, constatando que não há receitas de fácil aplicação, todos somos chamados a tentar perceber e a acolher o melhor possível, a novidade que nos bate à porta”, sustentou.

D. Antonino Dias alterou, ainda, para a necessária tomada de consciência de que a escola já não é mais o único ambiente de aprendizagem” e desafiou os professores a ajudarem os alunos a “ construir os instrumentos críticos indispensáveis para não se deixar dominar pela força dos novos instrumentos de comunicação”.

No final da sua intervenção o bispo de Portalegre-Castelo Branco recordou D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto, que havia convidado, em Gaia, as escolas católicas a relerem o documento «Educar hoje e amanhã: uma paixão que se renova», um Instrumento de Trabalho da Congregação da Educação Católica, fundamental para se proceder a uma avaliação quanto ao “ethos”, isto é, quanto à identidade específica, da Escola Católica.

Fátima acolheu a ultima edição das Jornadas Locais das Escolas Católicas que percorreram, durante o presente ano, várias dioceses do país e que procuraram refletir sobre o tema «Como é que o Evangelho trespassa o nosso projeto educativo».

Consulte, ainda, as fotografias da formação

Educris|18.09.2017



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