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ENC17: "A moral cristã forma uma pessoa para os outros"

Na manhã do 2º dia do Encontro Nacional de Catequese [#ENC17] o professor Luís Silva, da diocese de Aveiro, trouxe à reflexão catequética a questão da “educação dos filhos e a impossível neutralidade moral”.

O docente do ensino secundário convidou os presentes a uma “viagem pela história da moralidade” e apresentou “a reserva de humanidade que o cristianismo conserva no campo educativo”.

No início da conferência Luís Silva começou por clarificar os campus “de intervenção d a catequese e da educação moral de matriz cristã”:

“Na Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) procuramos a síntese entre a mundividência cristã e as várias mundividências. A catequese insere-se na comunidade paroquial e procura ajudar a construir o discípulo de Cristo”.

Para o docente num e noutro contexto a educação cristã procura educar “o todo da pessoa para os outros”:

“Educar os filhos num registo cristão é educá-los para os outros, na abertura para os demais, conscientes de que os outros nos dão humanidade”.

Apresentando o “ato humano como ato sujeito a análise moral” o professor sustentou que “mesmo na sociedade relativista os atos continuam a ser catalogados como bons ou maus”.

Deste modo o papel da moral, e da moral cristã deve ser “não o de olhar para trás, de modo conservador, mas sim o de indicar perspetivas e possibilidades como aquele que vê mais longe porque baseado numa moralidade que transcende a circunstância presente”:

“Muitas teorias da moral e da ética tem hoje este problema de base. Ao não saberem para onde vão são esperantos passageiros. As éticas só cívicas não resultaram em mais nada do que em breves efeitos como nos refere Alan de Botton”.

Um dos dilemas da educação atual prende-se, no dizer do docente, “com uma preocupação em transmitir conhecimentos” e não “com uma mudança de vida” como acontece “no quadro da educação religiosa”.

Luís Silva deixou a convicção de que “a formação moral dos filhos se faz da persistência, da palavra e da ação” e citou a importância do “tempo e do encontro no ato educativo”:

“Encontrarmo-nos, face a face, implica aceitarmo-nos e demonstrarmos a fragilidade de nós mesmos aos outros e isso torna-nos mais humanos e mais livres”, concluiu.



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