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«A DSI pode ser a chave da convivência e progresso da sociedade», Jorge Cunha

Especialista da Universidade Católica Portuguesa apresentou a Doutrina Social da Igreja como “património” e “chave de futuro” para sociedade

«Contributos da Doutrina Social da Igreja» foi o tema trazido esta manhã pelo professor Jorge Cunha, do Instituto de Estudos de Religião, aos docentes de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC)reunidos no Porto para uma formação sobre o tema «Politica, Ética e Religião».

Na sua apresentação o professor universitário começou por apresentar o modo como “a civilização grega” entedia o “ato político” e o modo como o cristianismo “alargou o âmbito de ação da coisa política”.

“Hoje muita da nossa política tem traços do cristianismo. A ideia de nos preocuparmos uns com os outros é algo que nos remete para a origem do cristianismo. A evolução sobre os direitos sociais e ecológicos é uma evolução tipicamente cristã”, apontou.

Um dado cristão contra a oligarquia

Perante uma sociedade que se mostra “cada vez mais distante da política”, Jorge Cunha apontou “o modo como se administra a riqueza” e “a corrupção dos organismos do estado” como causas para o “desinteresse social” e alertou “para o estado de ingovernabilidade a que a sociedade pode chegar se não se entender “o poder como serviço ao bem comum” e alertou para as possíveis “oligarquias” que dai derivam.

“O estado providência, ou social é uma ideia cristã. Começámos a ocupar-nos uns os outros, ajudando todos a serem incluídos. Consequência da caridade […] A política não é função de alguns, mas qualidade de todos e o poder é, antes de mais, uma faculdade espiritual do humano”, apontou.

Para o especialista a sociedade atual apresenta-se perante “uma encruzilhada” onde “o cristianismo, a antropologia da igreja pode ajudar a resolver estes assuntos”.

“O aporte da Doutrina Social da Igreja pode ser a chave de convivência e o progresso da sociedade porquanto se constitui como uma reflexão profunda acerca da vida em comum”.

Para Jorge Cunha a Doutrina Social da Igreja (DSI) traz hoje respostas a questões prementes como a da “participação política, a solidariedade, a subsidiariedade, o trabalho e a Casa comum”.

No final da sua apresentação o docente desafiou os professores a criarem autênticos “laboratórios do mundo novo” nas escolas ajudando “a formar para os princípios da solidariedade e subsidiariedade” e promovendo “o debate aberto e franco” entre as “várias formas de entender a política no seu sentido mais amplo”.

A formação «Politica, Ética e Religião» dirige-se aos docentes de EMRC da Diocese do Porto e é uma organização do Secretariado Diocesano do Ensino da Igreja nas Escolas (SDEIE) da diocese.

Educris|18.01.2020



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