JNC19: Monsenhor Amílcar Amaral é «figura incontornável» catequese portuguesa

Homenagem a figura ímpar da catequese em Portugal recordou carácter “inovador e intuições atuais” do padre de Aveiro

Em dia de homenagem a Monsenhor Amílcar do Amaral, no centenário do seu nascimento, o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), D. António Moiteiro, disse aos catequistas que o primeiro diretor do Secretariado Nacional da Catequese foi “um inovador” com intuições “fundamentais para a renovação que queremos para a catequese de hoje”.

“Queremos hoje perceber melhor a figura deste homem, aquilo que ele significou para a catequese no nosso país e do muito que lhe devemos hoje do modo como temos a nossa catequese”.

O prelado lembrou que o trabalho desenvolvido em Aveiro, e a nível nacional, colocam monsenhor Amílcar do Amaral como “a mais importante figura da Catequese do Século XX português”.

Aos Catequistas D. António Moiteiro apresentou vários episódios da vida do monsenhor e apresentou o “antes e depois” do padre de Aveiro destacando a sua “influência na renovação da catequese em Portugal”.

“Monsenhor Amílcar do Amaral preocupou-se, em primeiro lugar, com a falta de catecismos na sua paróquia para a primeira comunhão. Assim surge o primeiro catecismo e um outro manual para uso nas aulas de Religião e Moral de então”, afirmou.

A partir do trabalho do padre Amílcar “surgiram em diversas dioceses, um reflorescer da catequese ainda antes do Concílio Vaticano II, dando origem a um plano de catequese com vários anos, e, em termos de materiais, a novidade residiu na publicação de um catecismo para o catequista e outro para os catequizandos”.

Os novos catecismos de então traziam a novidade de “uma catequese de anúncio e comunicação da Palavra de Deus adaptada aos destinatários, envolvente e ativa, orientada para o compromisso, a mudança de atitudes (conversão)”, apontou.

“Monsenhor Amílcar do Amaral inovou ao nível da organização de um plano de catequese, da criação de materiais, da formação dos catequistas e na pedagogia da própria catequese que ainda se fazia de acordo com a metodologia de São Pio X e da realidade escolar da época”, concluiu.

Para esta ocasião o Secretariado Nacional da Educação Cristã reimprimiu o primeiro catecismo, de 1953, como “registo de memória para os catequistas” que participam, por estes dias, nas Jornadas Nacionais de Catequistas 2019.

Nascido em 1919 na diocese de Viseu, Monsenhor Amílcar do Amaral foi ordenado em 1942 em enviado para Águeda. Participou, como delegado diocesano, no Congresso Internacional de Catequese, em Roma e foi nomeado, em 1952, diretor do então Secretariado Nacional da Catequese. Liderou a renovação da catequese em Portugal com a criação de vários volumes de catecismos, um plano catequético para a formação dos catequistas e uma nova pedagogia na relação entre catequista e catequizando. Morreu em 1990 em Águeda.

Educris|25.10.2019



Recursos:
JNC19/Áudio: «A intuição catequética da obra de Monsenhor Amílcar do Amaral e o desenvolvimento da catequese em Portugal»

JNC19: Vida e Obra de Monsenhor Amilcar do Amaral:Download Documento


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