Covid-19: «Que Deus nos ajude», o grito dos cristãos da Terra Santa

Situação no território é de “receio” perante o surgimento do Covid-19. Cristãos temem “isolamento da região” em virtude da pandemia

Nicolas Ghobar, um cristão da Terra Santa, revela o sentimento de receio de toda a comunidade local perante as medidas tomadas pelas autoridades para a contenção do Covid19. O fecho das fronteiras impede o “turismo que é uma das principais fontes de rendimento da comunidade cristã”, avisa este artesão citado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

“Esta é já a terceira semana que estamos em quarentena e como as fronteiras estão fechadas assim como a maior parte das ruas, já começamos a ter problemas com a falta de alimentos”, explica Ghobar que se apresenta como “cristão católico da cidade de Belém, Terra Santa, onde nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Em declarações à AIS, o cristão que tem algumas das suas obras à venda no Chiado, em Lisboa, teme “um futuro incerto”.

“Não sabemos quando vai voltar o turismo”, diz, salientando que as perspetivas são pouco animadoras.

“Achamos que este ano já terminou, já não vai haver turismo. E tudo irá depender da situação dos outros países”, lamenta.

Sem turismo, uma das maiores fontes de rendimento da região, “vai-se a esperança” e chega “o medo e o desespero”.

“Pedimos a Deus que nos ajude, que ajude todo o mundo, que esse vírus desapareça e se encontre solução e que regressemos à normalidade. Isto é uma coisa triste”, sustenta.

Já o ano passado o arcebispo e administrador apostólica do Patriarcado Latino de Jerusalém, D. Pierbattista Pizzaballa, Arcebispo e Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, afirmava temer pelo futuro dos cristãos na região.

“Para os cristãos, as condições de vida são mais difíceis. É difícil arranjar trabalho ou arrendar casas”.

Educris|27.03.2020

 

 



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