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Vila Real: Uma catequese empenhada na preparação da JMJ, padre Márcio Martins (C/Áudio)

Responsável do Secretariado Diocesano da Catequese (SDC) quer catequese de “proximidade”, capaz de responder a uma realidade “diversa e desafiante”

No Dia Diocesano do Catequista, que ontem se realizou em Vila Pouca de Aguiar sob o tema «Catequese e Missão», o padre Márcio Martins revelou dois grandes desafios para a catequese na diocese:

“Temos o desafio de quem está no interior. Por um lado, temos uma catequese de ‘massas’, com os centros urbanos a serem refúgio de quem vem das aldeias e por isso temos muitos catequizandos nos grandes aglomerados habitacionais. Aí temos o esquema nacional de 10 anos com todos os desafios que isso representa. Por outro lado, temos uma realidade de paróquias desertas, com uma ou duas crianças, em lugares mais rurais. Aí cábe-nos, enquanto Secretariado, ter aí um papel de proximidade, uma presença para catequistas e catequizandos. Esta deve ser a nossa missão”, apontou.

«Say Yes», uma “oportunidade para preparar um ‘marco’ para a Igreja em Portugal”

No encontro, que reuniu mais de três centenas de catequistas, o responsável garantiu “empenho e dedicação” na implementação do «Say Yes, aprender a dizer sim” de modo a “podermos ajudar na preparação dos adolescentes rumo à JMJ que Portugal vai acolher em 2022.

“Pedimos aos catequistas para olharem para este projeto com carinho. Consideramos que como Igreja não podemos perder a oportunidade de nos prepararmos para a JMJ de modo a tornar este acontecimento um marco na vida dos nossos adolescentes na diocese. Vamos trabalhar na sensibilização e na formação dos catequistas. Queremos, ao longo dos próximos três anos, ajudar os catequistas e os catequizandos a preparem-se para este encontro”, concretizou.

“Fazia falta um projeto assim”

Lina Aires, do SDC considera que o «Say yes» é o “projeto que faltava na catequese com adolescentes”.

“É uma mais valia e é muito interessante. Queremos e desejamos que os nossos catequistas e catequizandos estejam presentes em 2022. Estava a faltar-nos um projeto desta dimensão e vai ser bom para esta etapa da adolescência”, considerou.

Marisa Adegas, de São José de Godim, na Régua, “já tinha conhecimento do projeto e destaca “a possibilidade da participação ativa dos catequizandos” e das “pistas que deixa para o pós JMJ”.

“Este projeto traz grandes mais valias a esta etapa do percurso de catequese. Desde logo por que torna os mais novos protagonistas ativos na construção do seu percurso de fé e obriga-os a ‘meter a mão na massa’. Por outro lado, vem estimular a colaboração entre os catequistas e a formação, por que juntos podemos enriquecer mais o projeto”, explicitou.

Em Vila Real os catequistas preparam já “uma mudança de paradigma” para a etapa da adolescência”.

“Estamos a pensar alterar o paradigma um pouco escolarizante que ainda temos. Vamos deixar os 50 minutos por semana e concentrar os ‘trabalhos’ numa tarde inteira, uma vez por mês, naquilo que vamos chamar ‘Casa Say Yes’ na qual faremos várias atividades”, diz a catequista Marta, da Cumieira, e que ‘respira catequese’ – apontam as outras catequistas à sua volta.

“Queremos partir das diretrizes do projeto e colocar outras propostas à consideração do grupo para os envolvermos”, completou.

Maria João e Leandro, da paróquia de Vila Marim são dois jovens catequistas que consideram o «Say Yes» “inovador e que cativa com novas ideias os mais novos”.

“Aprendemos aqui muitas coisas novas. Desde logo queremos dinamizar o tempo de catequese. Não pode continuar a ser uma aula por que eles já estão fartos de aulas e é importante ouvir e estar atento ao que eles nos pedem em Igreja”.

Até ao momento o «Say Yes, aprender a dizer sim» conta com mais de meio milhar de inscritos na Diocese de Vila Real.

As inscrições, em formulário ONLINE realizam-se até dia 18 de outubro de 2019.

Educris|06.10.2019


 



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