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Moçambique: Radicais islâmicos matam 7 pessoas no norte do país

7 pessoas morreram e 164 casas foram incendiadas no norte de Moçambique

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) dá conta de uma escalada de violência no norte de Moçambique protagonizada por extremistas islâmicos. "Apesar da operação da polícia e do exército no passado fim-de-semana, o grupo que tem aterrorizado o norte de Moçambique voltou a atacar com violência na madrugada de ontem na aldeia de Naunde, província de Cabo Delgado", denuncia a organização.

O ataque, que as autoridades acreditam ter sido realizado pelo mesmo grupo armado que decapitou dez pessoas há uma semana, provocou desta vez, pelo menos sete mortos.

Antes de abandonarem o local, os atacantes queimaram ainda 164 casas. O porta-voz da Polícia de Moçambique, Inácio Dina, disse que o ataque foi feito por seis indivíduos que “estão a ser perseguidos” e que as vítimas “foram mortas à catanada”. Segundo Inácio Dias, os seis responsáveis pelo crime “estão identificadas e são moçambicanos”.

Um estudo recente, em que mais de uma centena de pessoas da região foram entrevistadas, aponta o dedo a grupos que “usam o radicalismo islâmico para atrair seguidores, aos quais pagam rendimentos acima da média, financiados por rotas de comércio ilegal de madeira, rubis, carvão e marfim, daquela região para o estrangeiro”.

Nesse estudo, divulgado pela agência de notícias alemã ‘DW’, afirma-se que estes grupos “incluem membros de movimentos radicais que têm sido perseguidos a norte pelas autoridades do Quénia e da Tanzânia”, e que alguns elementos “terão sido treinados por milícias da região dos Grandes Lagos, que, por sua vez, também têm ligações ao grupo terrorista Al-Shabaab, na Somália”.

Estes ataques, prossegue ainda a DW, “surgiram numa altura em que estão a avançar os investimentos no terreno para exploração de gás natural em Cabo Delgado, prevendo-se que a produção arranque dentro de cinco a seis anos, no mar e em terra, com o envolvimento de algumas das grandes petrolíferas mundiais”.

Educris|12.06.2018



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