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Papa Francisco: «A Verdade está no silêncio»

O Papa Francisco retomou as celebrações eucarísticas na Casa Santa Marta afirmando que o desejo de "escândalo e divisão" só pode ser combatido com “silêncio e oração"

“Silêncio e oração com as pessoas que não têm boa vontade, com as pessoas que buscam apenas o escândalo, que buscam apenas a divisão, que buscam apenas a destruição, mesmo nas famílias”, afirmou na homilia o Papa no dia em que completa 2 mil dias de pontificado.

Comentando as leituras propostas pela liturgia, e que apresenta Jesus de volta a Nazaré e a não-aceitação da sua pregação pelos seus conterrâneos Francisco convidou os presentes a “refletir sobre o modo de agir quotidiano, quando há incompreensões” e entender “como o pai da mentira, o acusador, o diabo, atua para destruir a unidade de uma família, de um povo”:

“Ao chegar à sinagoga, Jesus é acolhido com grande curiosidade. Todos querem ver com os próprios olhos as grandes obras de que foi capaz noutras terras. Mas o Filho do Pai Celeste usa somente «a Palavra de Deus», um hábito que adota quando «quer vencer o Diabo». E é justamente esta atitude de humildade que deixa espaço à primeira «dúvida» e ao que se segue”, apontou.

Para Francisco “mão eram pessoas, era uma matilha de cães selvagens que o expulsaram para fora da cidade. Não raciocinavam, gritavam. Jesus calava. Levaram-no ao cume do monte para o atirar dali abaixo. Este passo do Evangelho termina assim: “Mas Ele, passando no meio deles, seguiu o seu caminho"», assinalou.

Perante esta postura, que se “há-de repetir na sexta-feira santa” Jesus responde sempre “com silêncio”:

“Isto ensina-nos que quando existe este modo de agir, de não ver a verdade, permanece o silêncio. O silêncio que vence, porém através da Cruz. O silêncio de Jesus. Quantas vezes nas famílias começam as discussões sobre política, desporto, dinheiro, e as famílias acabam destruídas naquelas discussões em que se vê que o diabo está ali, que quer destruir... Silêncio perante tudo isso”.

No final o Papa rezou:

“Que o Senhor nos dê a graça de discernir quando devemos falar e quando devemos calar para sermos imitadores de Jesus”.

Educris com Osservatore Romano



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