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RDC: Religiosas desaparecidas após novo ataque

Pelo menos dez pessoas morreram após um ataque realizado por radicais islâmicos na localidade de Mbau, no Kivu Norte, na República Democrática do Congo, no passado domingo, dia 20 de Maio, denúncia a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

De acordo com a organização católica "além das pessoas que perderam a vida, como consequência deste ataque armado, desconhece-se ainda o paradeiro de algumas religiosas que se encontravam no local".

Segundo a emissora de rádio francesa RFI, os atacantes “saquearam lojas, incendiaram veículos”, e deixaram um rasto de terror.

Sobre as irmãs não é dada mais nenhuma informação. Desconhece-se quem são e quantas religiosas terão sido eventualmente sequestradas. Certo é que o ataque foi atribuído pelo administrador do território a rebeldes ugandeses da Frente Democrática Aliada (ADF, na sigla em inglês).

Este ataque acabou por provocar também uma forte reacção de protesto por parte da população por causa do sentimento de insegurança face à aparente incapacidade de as forças da ordem e dos elementos da Monusco – a missão das Nações Unidas na RDC – em impediram a actuação não só dos elementos da ADF mas também de outros grupos armados que pululam na região.

A região do Kivu Norte e do Kivu Sul fazem fronteira com o Uganda, o Ruanda, o Burundi e a Tanzânia e isso ajuda a compreender como é complexo o problema de segurança que se coloca na região. As Nações Unidas calculam que, actualmente, haverá cerca de cinco milhões de congoleses deslocados e 675 mil refugiados em países vizinhos, vítimas da violência de grupos armados

Por seu lado, a organização não-governamental Human Rights Watch, estima que, entre Junho e Novembro de 2017, só na província do Kivu, mais de 500 civis foram assassinados e cerca de mil foram sequestrados.

Os rebeldes ugandeses da ADF têm como objectivo a criação de um ‘estado islâmico’ na região, aproveitando a enorme instabilidade que se vive na República Democrática do Congo.

João Lourenço, Presidente de Angola – país que já acolheu milhares de refugiados provenientes deste país, chegou a classificar a ADF como uma “organização terrorista”, tal como Jean-Pierre Lacroix, vice-secretário da ONU para as Operações de Paz. Este responsável das Nações Unidas afirmou mesmo que esta organização tem uma agenda “extremista” e procura, acima de tudo, “tal como outros grupos na região, a exploração de recursos ilegais” do país.

Entretanto, a Igreja Católica na República Democrática do Congo decidiu tomar algumas medidas preventivas contra o surto de Ébola no país que já causou oficialmente mais de duas dezenas de mortos, havendo mais de meia centena de casos confirmados.

Num comunicado enviado para a Fundação AIS em Lisboa, D. Fridolin Ambongo Besungu, Bispo coadjutor de Kinshasa, após uma visita pastoral a Itipo e Bikoro, afirma que a situação “é muito preocupante”, apesar dos esforços das autoridades e das equipas médicas no terreno, por causa da “ignorância” e do comportamento “irresponsável” da população. Segundo este prelado, “se a questão sanitária” não se resolver rapidamente, as populações da região, nomeadamente de Bikoro, “correm o risco” de vir a passar fome. A subida de preços dos alimentos de primeira necessidade em Mblandaka “constituem já um sinal de grande inquietação”.

A epidemia de Ébola teve início na primeira semana de Maio em Bikoro, que fica situado a cerca de 600 quilómetros a norte de Kinshasa, na fronteira com a República do Congo. Depois, espalhou-se para a cidade de Mbandaka, que tem mais de 1 milhão de habitantes.

Assim, a Igreja decidiu, entre outras medidas preventivas, suspender “até nova ordem” a administração de sacramentos que implique “contacto físico com os fiéis”, nomeadamente “o baptismo, confirmação, unção dos enfermos”. As ordenações diaconais e sacerdotais programadas para o domingo passado, dia 3 de Junho foram também suspensas.

Neste documento, D. Fridolin Ambongo mostra o receio de que o surto de Ébola possa vir a crescer de forma terrível nas próximas semanas. É que “o período de incubação do vírus é de dois a 21 dias” e além dos casos já registados, há “o número vertiginoso de 1.139 pessoas que estiveram em contacto com um paciente ou um cadáver”.

Educris|30.05.3018



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