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Regina Coeli: «Permanecer no Amor» implica ação «junto dos mais pobres»

Papa Francisco lembrou mandamento do amor como "exigente mas não impossível".

Leia, na íntegra, a alocução do Papa antes da recitação da oração mariana Regina Coeli.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Neste tempo pascal a Palavra de Deus continua a indicar-nos estilos de vida coerentes para ser a comunidade do Senhor ressuscitado. Entre estes, o Evangelho de hoje apresenta a entrega de Jesus: «Permanecei no meu amor» (Jo 15, 9): permanecer no amor de Jesus, habitar na corrente do amor de Deus, residir permanentemente, é condição para garantir que o nosso amor não perde o seu ardor e a sua audácia no caminho. Nós também, como Jesus e Nele, devemos receber com gratidão o amor que vem do Pai e permanecer neste amor, cuidado de dele não nos separarmos pela ação do egoísmo e do pecado. É um programa exigente, mas não impossível.

Antes de mais nada, é importante perceber que o amor de Cristo não é um sentimento superficial, não, é uma atitude fundamental do coração, que se manifesta na vida como Ele quer. Jesus afirma: «Se guardares os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, pois eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor» (v. 10). O amor é realizado na vida quotidiana, nas atitudes, nas ações; caso contrário, é apenas algo ilusório. São palavras, palavras, palavras: isso não é amor. O amor é concreto todos os dias. Jesus pede-nos que guardemos os seus mandamentos, que são resumidos neste: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei» (v. 12).

Como fazer para que este amor que o Senhor ressuscitado nos dá possa ser compartilhado com os outros? Jesus indicou repetidamente quem é o outro a amar, não com palavras, mas com factos. Ele é aquele que eu encontro no meu caminho e que, com o seu rosto e a sua história, me interpela; ele é aquele que, com a sua própria presença, me tira dos meus interesses e seguranças; ele é aquele que atende à minha vontade de ser escutado e de fazer um pouco de caminho juntos. Disponibilidade para todos os irmãos e irmãs, quem quer que ele seja e em qualquer situação em que se encontre, começando com aqueles próximos a mim na família, na comunidade, no trabalho, na escola... Desta forma, se eu permanecer unido a Jesus, o seu amor pode alcançar o outro e atraí-lo para si mesmo, à sua amizade.

E este amor pelos outros não pode estar reservado para momentos excecionais, mas deve tornar-se a constante da nossa existência. É por isso que somos chamados, por exemplo, a proteger os idosos como um tesouro precioso e com amor, mesmo que criem problemas e dificuldades económicas, mas devemos protegê-los. É por isso que aos doentes, mesmo no último estágio, devemos prestar toda a assistência possível. É por isso que os nascituros são sempre bem-vindos; é por isso que, em última análise, a vida deve ser sempre protegida e amada desde a conceção até seu pôr-do-sol natural. E isto é amor.

Somos amados por Deus em Jesus Cristo, que nos pede para nos amarmos uns aos outros como Ele nos ama. Mas nós não podemos fazer isto se não tivermos em nós o Seu Coração. A Eucaristia, à qual somos chamados a participar todos os domingos, tem o propósito de formar em nós o Coração de Cristo, para que toda a nossa vida seja guiada pelas suas atitudes generosas. A Virgem Maria nos ajude a permanecer no amor de Jesus e a crescer em amor por todos, especialmente os mais fracos, a corresponder plenamente à nossa vocação cristã.

Tradução Educris a partir do original em italiano






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