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Fátima: Catequese no centro das preocupações dos bispos

194ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Fátima, decorre até amanhã, em Fátima, e analisa Plano de formação para catequistas.

No discurso de abertura dos trabalhos D. Manuel Clemente, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), destacou a importância da existência de um plano de formação e do papel dos catequistas para as comunidades católicas:

“Quero deter-me um dos três pontos que vai estar no centro desta Assembleia pela sua importância e na vida da Igreja. Nem sempre se presta a devida atenção ao facto de a catequese incluir no seu exercício a maior parte do que poderíamos chamar o catolicismo comunitário e ativo no nosso país. Refiro-me às dezenas de milhar de catequistas que – semanas após semana, ano após ano – transmitem a crianças, adolescentes, jovens e adultos a fé em Cristo e a vivência eclesial. Merecem-nos um particular reconhecimento e toda a colaboração na sua formação adequada, nas atuais circunstâncias”, afirmou o também Cardeal-Patriarca de Lisboa.

D. Manuel Clemente lembrou que o documento em análise foi apresentado à CEP pela Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) e revelou que a proposta acentua vários pontos de relevo:

“Em primeiro lugar a convicção de que a qualidade da catequese depende, em grande parte, de catequistas bem formados. Catequizar, significa ecoar a mensagem de Cristo, quer no seu primeiro anúncio quer no desenvolvimento doutrinal e prático na comunidade cristã e na sociedade em que há-de ser fermento”.

O presidente da CEP apontou os vários “desafios que hoje se colocam à transmissão da mensagem cristã” e sustentou que a boa formação “é um desafio permanente” na vida dos agentes de catequese, considerando “boa formação” a que é capaz “de nunca desiste de aprender mais para comunicar melhor”:

“Quer-se, antes de mais, ser testemunha do Cristo Vivo como substancia do ser cristão. Deste modo a catequese não se fica pela transmissão de conteúdos e enunciados. Inclui-os necessariamente, como todo o conhecimento implica. Mas são consequência de algo vivencial e convivente, resultante do encontro com Alguém realmente vivo e testemunhado por quem O encontre e comunique”.

D. Manuel Clemente revelou que o documento preliminar “adiante cinco opções formativas” que “potenciam a identidade do catequista, enquanto discípulo missionário inserido na comunidade cristã através da experiencia kerigmática, mistagógica, eclesial, bíblica, e integral”:

“Uma catequese assim pede uma formação contínua dos catequistas em que o que ensinam e o que aprendem caminha sempre a par”.

O Plano de Formação de Catequistas, que os bispos debatem até amanhã tem por base uma série de documentos da CEP, bem como reflexões e análises dos Papas Bento XVI e Francisco.

Educris|11.04.20148

Imagem: CEP






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