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Pastoral Catequética: Um projeto em Construção no SNEC

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 Por Cristina Sá Carvalho, Editora

A revista «Pastoral Catequética», de Catequese e Educação, chegou pela primeira vez aos seus leitores em Janeiro de 2005, com um número dedicado aos «Desafios pastorais de uma nova cultura», abrindo as suas primeiras páginas com o texto da mensagem da Comissão Episcopal da Educação Cristã para a Semana Nacional da Educação Cristã de 2004, muito a propósito intitulado "Educação Cristã, um itinerário para a vida". Como se pode ler no primeiro editorial, o seu Conselho de Redacção pretendia que viesse "satisfazer uma necessidade pastoral em três vertentes: a pedagogia religiosa em geral, a pedagogia e pastoral catequética e a pedagogia do ensino religioso escolar" afirmando-se como "espaço de formação, reflexão e informação" sobre os eventos formativos que organiza, regularmente, o Secretariado Nacional da Educação Cristã, mais propriamente constituindo-se veículo privilegiado das comunicações apresentadas nesses eventos e das reflexões entretanto por eles sugeridas.

O segundo número foi dedicado à «Iniciação Cristã» e o terceiro constitui uma edição comentada da Carta Pastoral «Para que acreditem e tenham vida. Orientações para a catequese actual» da Conferência Episcopal Portuguesa, documento que, como é sabido, recebeu um acolhimento extraordinário e que aqui é explanado por diversos especialistas, todos eles directamente envolvidos no estudo e na prática da catequese. No quarto número recolhem-se os textos das conferências apresentadas por ocasião da Semana Nacional da Educação Cristã de 2005, correspondentes a umas Jornadas de Formação para Educadores Cristãos denominadas «Educar é Amar» e essencialmente dedicadas à educação da sexualidade e para o amor. 

O quinto número «Educação Moral e Religiosa Católica. Um valioso contributo para a formação da personalidade» mais uma vez publica um documento da Conferência Episcopal Portuguesa, fornecendo, ainda, um conjunto de leituras em torno da problemática que este introduz, a educação religiosa nas escolas, criando uma reflexão que proporcionaria o fundamento necessário à reformulação dos Programas de Educação Moral e Religiosa Católica. Sobre a catequese este número ainda oferece uma belíssima conferência, apresentada nas Jornadas Nacionais de Catequistas de 2006, sobre a "Pedagogia do catequista", assim como uma análise da situação da catequese em Portugal, nos últimos trinta anos.

Segue-se um número, o sexto, que reflecte integralmente sobre a situação da Escola Católica no nosso país. Editado por ocasião do Fórum da Escola Católica "Risco de Educar", que reuniu muitos profissionais e educadores católicos com um grupo de sólidos especialistas, discute com actualidade e profundidade a «Liberdade de ensinar e de aprender» sem que, até agora, tenha perdido o quer que seja de frescura, actualidade e reivindicação. O sétimo número espelha uma iniciativa muito interessante e inovadora da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa que, com a colaboração da Escola Superior de Educação de Infância Maria Ulrich, da Fundação Maria Ulrich e o Secretariado Nacional da Educação Cristã, organizou um concorridíssimo curso livre sobre «A religiosidade na infância». Este número haveria de reunir um conjunto de primeiros esforços sistematizados em torno do despertar religioso e da educação da fé nas crianças pequenas que, no momento em que escrevemos, já deu origem a um movimento, cada vez mais alargado, de pessoas e instituições interessadas em desenvolver projectos desta natureza e que conta, hoje, com formadores, materiais e textos de formação teórica.

O oitavo número receberia o título «Quando a Cultura é Interpelada pela Fé», a mesma designação do Fórum Nacional de Lançamento dos Novos Programas de EMRC, e que, em Setembro de 2007, reuniria, em Fátima, um notável grupo de 900 docentes da disciplina, convidados a reflectir por um grupo de investigadores experientes e sabedores e, entre estes, o Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e o autor dos referidos programas.

No número seguinte, o nono, foram publicados os trabalhos apresentados nas Jornadas Nacionais de Catequistas de 2007, «Novos catecismos, nova catequese, novos catequistas» e o décimo introduz uma inovação ao integrar, pela primeira vez, a «Pastoral Catequética» numa rede europeia de revistas de catequética que, no mesmo ano, mas em línguas muito diversas, oferecem, também pela primeira vez na sua história, os documentos de trabalho e as conclusões apresentados no Congresso da Equipa Europeia de Catequese de 2006, em Graz, sobre «A religiosidade popular».

Em 2008 oferecemos um número duplo, 11 e 12, sobre «A Educação Cristã num mundo em mudança» e que apresenta na íntegra as palestras do Encontro Nacional de Catequese de 2008, assim como uma outra inovação, um pequeno dossier temático dedicado à reflexão sobre a Catequese de Adultos, tema que, entretanto, e de novo, começa a motivar os catequetas e pastoralistas portugueses.

O número 13 retoma o Congresso da Equipa Europeia de Catequese, desta feita realizado em Lisboa, na Primavera de 2008, estreando o formato do número bilingue, em português e em inglês, sobre «A conversão missionária da Catequese» ou, se preferirmos, «The Conversion dimension of Cathequesis».

Por fim, e à data desta breve apresentação, está já nas máquinas, a fim de ser apresentado nas Sessões Públicas da Semana Nacional da Educação Cristã de 2009 o número 14, uma edição comentada da Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa «A Escola em Portugal. Educação integral da pessoa humana» e que reúne um conjunto extraordinário de textos de Guilherme de Oliveira Martins, D.António Marcelino, Isabel Carmelo Rosa Renaud, Manuela Silva, Eduardo Marçal Grilo, Manuel Porto, Juan Ambrósio, Joaquim Azevedo, Maria José Nogueira Pinto, Jorge Cotovio, Ruben Cabral, António Gamboa, Ana Aguiar Ricardo e Mons. Luciano Guerra.

Todos estes autores se juntam, nos números já publicados e nos que estamos presentemente a preparar, a individualidades como Lurdes Grosso, Luís Otero, Jorge de Miranda, André Fossion, Alfredo Teixeira, Manuel del Campo Guilarte, Rita Mendes Leal, Enzo Biemmi, Henri Derroitte, Cesare Bissolli, Ciro Sarnataro, Domingos Terra, Jordi d'Arquer que, como muitos dos membros da nossa Conferência Episcopal, nestes quase cinco anos assomaram às nossas páginas com regularidade, por amor à educação e à educação para a fé. Embora não os nomeemos, reconhecemos com especial carinho os especialistas portugueses que se dedicam ao estudo da catequese e da educação religiosa escolar no nosso país e que os nossos leitores tão bem conhecem de inúmeras experiências de formação. Não  teria sido possível organizá-las nem levá-las por diante sem a sua inestimável e insubstituível ajuda. Creio que podemos prometer que nos visitarão periodicamente, em números futuros.

Votos de uma excelente leitura,
Cristina Sá Carvalho
SNEC




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