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"A Escola Católica procura a felicidade para o aluno"

No final do Seminário de Formação "Competências pedagógicas e pastorais dos educadores da escola católica - Professores inovadores para uma escola transformadora", a responsável do Departamento da Escola Católica da FSNEC, Maria Helena Calado Pereira, faz o balanço do evento e lança pistas de acção para o futuro de uma escola que recebe cerca de "20% da população estudantil do país

Educris: Depois de em Janeiro a FSNEC ter organizado um grande Fórum sobre Educação qual foi a ideia que presidiu à realização deste Seminário?

Maria Helena Calado Pereira- Este seminário aparece na sequência do 1º seminário realizado em Setembro de 2009 no Colégio da Rainha Santa Isabel em Coimbra, onde D. Tomaz Silva Nunes esteve presente na qualidade de presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã.

Após o Fórum «Pensar a Escola, Preparar o Futuro», em Janeiro de 2010, D. Tomaz manifestou o desejo de realizar, em Lisboa, o mesmo programa para podermos dar continuidade a algumas propostas resultantes do mesmo Fórum.

Educris: O Seminário contou com quantos participantes e qual a sua proveniência?

MHCP- Este Seminário teve a particularidade de ser bi-local,  no dizer de Etienne Verhack, Secretário Geral do Comité Europeu do Ensino Católico.

Em Coimbra estiveram presentes quatro escolas com todos os seus educadores, algumas equipas directivas de outros colégios e um pequeno número de professores de EMRC, num total de 313 participantes, todos de escolas católicas.

Em Lisboa esteve presente um colégio com todos os seus educadores e equipas de mais 19 escolas católicas num total de 150 participantes.

Contámos também com a presença de Etienne Verhack e do Secretário geral da FERE - Espanha, Juan António Ojeda.

Educris: O que distingue a Escola Católica em Portugal das restantes escolas privadas?

MHCP - Um Projecto Educativo explícita e confessadamente cristão. Isto é, uma escola que fundamenta as suas opções axiológicas, educativas, pedagógicas e estratégicas numa clara antropologia cristã, e cujas actividades se realizam em função do desenvolvimento integral dos seus alunos radicado no modelo de Homem que é Jesus Cristo.

Que esta opção seja evidente na vida quotidiana das nossas escolas é uma outra questão. Mas, o princípio, a fonte originária e o núcleo central de que tudo parte e a partir do qual se desenvolve é necessariamente esse, sob pena de adulteração do Projecto Educativo de Escola Católica.

Educris: Tem ideia de quantos alunos frequentarão as escolas católicas desde o pré escolar até ao 12º ano?

MHCP - As estatísticas que apresento são referentes ao ano de 2009. Ao todo tivemos nesse ano ter cerca de 16 mil estudantes desde o jardim-de-infância até ao final do pré-escolar. No primeiro ciclo os números situaram-se pelos 20 mil alunos. Já o segundo e o terceiro ciclos tiveram cerca de 35 mil estudantes. No secundário o número não andou longe dos 15 mil estudantes. Isto sem contar com professores, que serão cerca de 7 mil e funcionários.

Educris: Quais as ideias fundamentais que em síntese estiveram em análise no Seminário?

MHCP - Neste seminário com o título: Professores inovadores para uma escola transformadora as ideias que estiveram subjacentes em todo o seminário incidiram sobre o grande desafio às escolas católicas como espaços de evangelização, e que passam pelo assumir de algumas dimensões fundamentais:

- a afirmação do carácter próprio e o desenvolvimento de competências pastorais: a escola católica tem que ser um centro educativo aberto à transcendência e evangelizador.

- a inovação pedagógica e metodológica na sala de aula.

- a cultura organizacional e o cultivo de um clima laboral são e fraterno: competências sociais para um trabalho em  equipas de professores

-o desenvolvimento de competências específicas (educativas, pedagógicas e pastorais) de um docente de escola católica.

Educris: Que balanço faz do Seminário?

MHCP - O balanço é muito positivo, tanto em Coimbra como em Lisboa. É de realçar a forma de actuar da equipa sobretudo na articulação dos temas e no espírito de unidade entre todos os conferencistas.

Educris: Para onde caminha a Escola Católica em Portugal?

MHCP - Esperemos que siga orientada pelos valores evangélicos e por caminhos de inovação, criatividade pedagógica e pastoral para que crianças, jovens e adultos aí encontrem motivos de crescimento humano e cristão e ocasião de felicidade.

Educris: Existe uma tendência mais ou menos clara nas Escolas Católicas em Portugal para que os leigos passem a serem escolhidos para lugares que outrora eram "pertença" de religiosos e religiosas. Em seu entender a que se deve esta mudança de paradigma?

MHCP A - Esta mudança não se verifica só em Portugal mas é algo que acontece na generalidade das escolas católicas da Europa. As razões são, porventura, múltiplas, mas passam, em não pequena parte, pela diminuição das vocações consagradas no Velho Continente e pela opção de muitas das congregações religiosas por outras formas de presença no mundo, tentando responder a outras necessidades sociais e religiosas.

Educris: Que imagem guarda do presidente da CEEC, o senhor D. Tomaz Silva Nunes?

MHCP - A imagem que me fica do senhor D. Tomaz é a da sua atitude na reunião que teve com os responsáveis dos departamentos do SNEC na segunda-feira antes da sua definitiva partida.

Não foi só a sua serenidade, alegria e vivacidade, mas também o seu empenho enérgico em concretizar os diversos projectos em fase de execução no Secretariado Nacional e que constam do Plano de Acção da Comissão Episcopal da Educação Cristã.

Maria Helena Calado Pereira
Responsável do Departamento da Escola Católica da FSNEC
Webmaster|2010-09-17|11:08:11




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