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EMRC em Cabo Verde: «Temos um grande desafio pela frente», padre João Augusto Martins (C/áudio)

Padre João Augusto Martins presidiu à sessão de abertura do encontro de formação dos primeiros professores da disciplina nas escolas públicas de Cabo Verde. Projeto conta com a colaboração do Secretariado Nacional da Educação Cristã de Portugal

O vigário-geral da Diocese de Santiago afirmou, no início do encontro de formação dos primeiros professores de Educação Moral e Religiosa Católica nas escolas públicas, que a disciplina enfrenta o “desafio de saber capitalizar os elementos cristãos da cultura” para ser “aceite na sociedade “numa altura em que a “legalidade” está assumida pela lei.

“A dimensão religiosa, no ser humano, é essencial. Esta positividade vem nas nossas crianças e sociedade e pede que vamos ao seu encontro”, sustentou.

Para o conselheiro espiritual para a implementação da disciplina EMRC em Cabo Verde “se existe algum tipo de rejeição do fenómeno religioso é por causa do nosso mau exemplo”, apontou citando os padres conciliares.

A presença da EMRC no sistema público de educação cabo-verdiano, é vista pela Igreja como “uma oportunidade de sabermos dizer quem somos, de forma articulada, às crianças. É um desafio para nós. Nós vamos abraçar com entusiasmo este desafio”, sintetizou.

Portugal presente em semana de Formação

Presente na sessão de abertura dos trabalhos Fernando Moita, diretor do SNEC, afirmou que este é um momento “de alegria e comoção” e que o tempo em Cabo Verde “é de aprendizagem para os docentes portugueses” pois os novos docentes “trazem o ímpeto de quem começa um projeto que ajuda a escola a cumprir a sua tarefa e a sua missão”.

A Lei de Liberdade Religiosa de Cabo Verde, de 16 de maio de 2014, indica que as “escolas e comunidades e organizações religiosas reconhecidas” podem requerer o ensino da respetiva Educação Moral e Religiosa, de forma “opcional e não alternativa” de maneira semelhante ao que se passa no território português.

No ano letivo 2019/2020 a disciplina vai ser implementada em 13 escolas públicas cabo-verdianas. Em 2023 espera-se que se alargue a opção pela disciplina ao todo o sistema educativo estatal em Cabo-Verde.

Educris|10.09.2019






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