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Fátima: 4 mil desafiados a crescer «numa ecologia integral»

«Cuidado da Terra, de si e do Outro» no centro do Interescolas de alunos do 1º ciclo

O Santuário de Fátima acolheu hoje A XIX edição do Interescolas de alunos do 1.º ciclo inscritos em Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). O tema do ano, «Com EMRC faço um Mundo Melhor» apelou aos valores ecológicos e humanos numa iniciativa marcada pela alegria, a música e o colorido próprio dos mais novos.

Chegaram cedo ao santuário de Fátima acompanhados por mais de quatro centenas e meia de docentes. O entusiasmo por estarem em mais “um encontro de Moral” era grande e foi crescendo até à entrada no Centro Paulo VI para participarem no musical «Dona Natureza».

“É sempre uma grande alegria termos tantos alunos aqui em Fátima numa atividade que começa a fazer parte da vida das diferentes comunidades educativas de norte a sul do país”, afirmou ao EDUCRIS Dulce Couto, da equipa nacional da EMRC que organizou o encontro.

A responsável sustentou que “a questão da ecologia integral, sobretudo a partir da Laudato Si’, trouxe uma nova vitalidade à questão ecológica porque colocou no centro a necessidade de revermos e alterarmos os antigos modelos no nosso agir e buscarmos novos modelos para vivermos uns com os outros e aprendermos a respeitar a natureza”.

A EMRC tem, “ao longo de todo o programa curricular” a preocupação “do dado ecológico” e “esta idade do 1º ciclo é fundamentar para cimentar bons hábitos de sã convivência e de cuidado pela natureza e pelo outro”, sintetizou a também professora de Braga.

No meio de tantos alunos que já saltavam e cantavam acompanhados de estandartes, flores de papel e girassóis, com mensagens fortes de quem quer ser “crescido e mudar o mundo” os mais novos foram tomando os seus lugares na “grande sala de Fátima”.

Fernando Moita, coordenador da disciplina de EMRC no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) garantiu ao EDUCRIS que “este é um momento para celebrar a vida e sonhar um mundo melhor”.

O responsável disse acreditar “que nos seus mundos já são capazes de nos dizer, a nós adultos, que querem um mundo melhor, mas melhor com os outros”.

“A ecologia é transversal à EMRC porque como cristãos não podemos entender Deus sem esta relação com a natureza. A Laudato Si’, do Papa Francisco, tem sido um desafio e ao mesmo tempo um estimulo para que nós, como educadores, a trazermos para as comunidades educativas toda a questão da ecologia integral, do cuidado pela natureza e pelo outro, olhando a criação não como um prémio que recebemos mas como um empréstimo que as gerações futuras nos fazem”, sustentou.

Perante a mobilização de quase meio milhar de adultos para o encontro Fernando Moita aproveitou para “agradecer a todos os docentes de EMRC e às comunidades educativas que aqui estão, com os seus professores titulares, diretores de agrupamento, funcionários, pais e avós, mostrando o modo como olham a disciplina e a fazem necessária à escola por todas as aprendizagens que proporciona numa fase fundamental da vida dos mais novos”.

“Interessa-nos o contributo que a disciplina traz para o projeto de vida de cada aluno e o modo como isso os ajuda a serem mais humanos, cidadãos conscientes e solidários no futuro”.


Dentro da sala muita música recebia os mais novos “num concerto dos crescidos”, afirmava Miguel, de oito anos, vindo de Braga.

Silêncio total para assistir ao espetáculo musical e teatral da «Dona Natureza» que retratava as aventuras e desventuras de um “grupo de amigos insetos que estavam a ver a natureza morrer sem que ninguém fizesse nada”, afirmou ao EDUCRIS a pequena Beatriz, de nove anos, de uma escola “de Bragança”.

Miguel veio de Lisboa e disse estar “feliz por estar em Fátima”. Sobre a disciplina garantiu que o ajuda “a conhecer melhor Jesus e a ter mais cuidado pela natureza sobretudo na reciclagem e não mandar plástico para o mar”.

A manhã terminou com uma celebração na Basílica da Santíssima Trindade com encenações e momentos de silêncio. Um momento de olhar “para o interior de cada um por que vivemos muito no exterior e precisamos do silêncio para nos conhecemos melhor”, garantiu D. Manuel Pelino Domingues, bispo emérito de Santarém e vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF).

Aos mais novos o prelado lançou o desafio de “vir a Fátima para aprender a ver com o coração. A ver-nos a nós mesmos, aos outros, a Deus na natureza e a agradecermos a maravilha da criação”.

No próximo ano o Interescolas vai assinalar 20 anos e promete ser especial.

Educris|24.05.2019




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