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Algarve: «Com Monchique no coração» recorda fogos no Algarve

Três escolas, no total de 240 alunos e 24 professores, marcaram presença na iniciativa da disciplina de disciplina de Educação Moral Religiosa Católica, que pretendeu “ajudar os mais novos a verbalizar os sentimentos que restam após o grande fogo de 2018”.

O incêndio de Monchique, que que deflagrou a 3 de agosto de 2018 e destruiu perto de 28 mil hectares de floresta e terrenos agrícolas, já se apagou mas ainda reina na cabeça e coração de muitos. Atentos à situação dos alunos os docentes de EMRC de três escolas do Algarve  resolveram criar uma atividade que ajudasse os alunos a integrar as suas vidas o que aconteceu com a ajuda de outros alunos vindos de outras escolas.

“Os alunos de Monchique precisam de ter meninos da idade deles que não passaram por esse trauma com quem possam partilhar a experiência; Falar dos traumas que vivemos, ajuda-nos a ultrapassá-los”, disse Lúcia Costa, professora de EMRC em Monchique ao Folha do Domingo.

A docente lembra o início do ano e o modo como os alunos iam verbalizando o problema.

“Quando cheguei à escola, no início do ano letivo, todos os meus 92 meninos tinham uma história diferente para contar sobre o incêndio”, recorda, acrescentando que “ainda hoje se emocionam”.

Para além de cerca de 240 alunos de três estabelecimentos de ensino – as Escolas EB 2.3 Dr. Joaquim Magalhães e D. Afonso III de Faro uniram-se à Escola Básica Manuel do Nascimento de Monchique – ‘Com Monchique no Coração’ mobilizou também 24 professores de várias disciplinas.

Para a docente Rosária Pacheco este foi mais do que um “dia de partilha” pois a atividade serviu “sensibilizar para os problemas ambientais”, para que os alunos “se tornem cada vez mais sensíveis a esta temática dos incêndios”.

“O objetivo é trazer o «coração» a Monchique e dizer a esta população que estamos aqui, que não estão esquecidos e que ficámos sensíveis com tudo aquilo que passaram. Procura-se esse contacto com a população, trazer alegria e amor, que é outra forma de fazer solidariedade, não apenas com bens materiais”, sustentou.

No final do dia os alunos envolvidos no «Com Monchique no Coração» plantaram um medronheiro na Escola básica Manuel do Nascimento, como símbolo da importância da reflorestação da serra, e a colocação da placa de identificação da atividade; Destaque também para o ‘coração humano’ que os alunos formaram e participação no laço azul humano feito pelo final do Mês de Prevenção dos Maus-tratos na Infância e Juventude.

De acordo com o Folha do Domingo a atividade teve início no heliporto municipal com os alunos a procuraram identificar uma espécie autóctone da flora e a realizar uma dinâmica de conhecimento pessoal e contacto com a população local e cinco entidades – Bombeiros voluntários; paróquia, Unidade de Cuidados na Comunidade; Junta de Freguesia e na Plataforma ‘Ajuda Monchique’.

Forografia: Samuel Mendonça| Folha do Domingo

Educris|07.05.2019




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