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Educação: O desafio à formação local de professores

Responsável nacional da EMRC sustenta descentralização das formações como desafio à formação dos professores

No passado sábado, dia 23 de fevereiro, o Algarve acolheu a formação de docentes «EMRC e flexibilidade curricular». A iniciativa contou com a presença de professores do grupo disciplinar 290 das dioceses do Algarve, Beja e da Arquidiocese de Beja. No mesmo dia também Coimbra e a Guarda realizaram formações para os seus docentes. Ao longo de todo o mês de março são várias as iniciativas formativas que “percorrem o país”.

Presente no Algarve, e em declarações ao Educris, o coordenador nacional da EMRC, professor Fernando Moita, sustentou que “as ações descentralizadas do modelo seguido durante alguns anos” visam “a proximidade e a partilha entre docentes de dioceses vizinhas de modo a conseguirem melhorar a sua ação na escola”:

“Queremos ir onde estão os professores. Hoje a vida dos docentes é muito desgastante e continuar a pedir que se desloquem a um lugar, durante dois ou três dias, torna-se um esforço acrescido de quem ainda exerce ministérios nas comunidades paroquiais. Este ano optámos por ir além das 8 dioceses do ano anterior. Fazer formação, sempre com o apoio do SNEC, nas próprias dioceses ou juntando pequenos grupos de docentes de dioceses vizinhas”.

O grande desafio foi “juntar secretariados diocesanos a pensar as reais necessidades formativas dos seus professores e partilhar as boas práticas”.

Numa altura de novos articulados legais os docentes de EMRC têm recebido formação sobre legislações específicas, sobretudo as questões da flexibilidade e da autonomia:

“Queremos formar os nossos professores nos diplomas legais para os tornar mais aptos, dotando-os de ferramentas para o trabalho na escola, juntamente com outros professores e para benefício claro dos alunos”, sustenta o responsável.

Aprendizagens Essenciais: o contributo da EMRC para o perfil do Aluno

No início do ano passado o Ministério da Educação lançou às escolas o «Perfil do Aluno para o Século XXI».

Para Fernando Moita o documento é “belíssimo” porque está “centrado na ideia da dignidade da pessoa, do aluno, na linha da lei de Bases do sistema educativo de 1986 onde aponta, nitidamente para uma visão humanista do aluno. É um documento que nos engrandece como país”.

Para responder a este novo perfil a EMRC construiu um conjunto de “Aprendizagens Essenciais” para poder construir de modo direto, para o perfil.

“Não se tratam de aprendizagens mínimas mas de conhecimentos, domínios de aprendizagem essenciais e estruturantes que não pode mesmo deixar de ser trabalhado”.

Formações em Março: de Viana a Lisboa

Durante todo o mês de março centenas de docentes da disciplina de EMR continuam presentes em ações de formação. Em Lamego, a 9 de março inicia-se uma formação sob o tema «Aprendizagem ativa com recurso às tecnologias na disciplina de EMRC» e que se prolonga até ao mês de maio.

Viana do Castelo organiza, a 16 de março, uma formação sobre a «Bíblia nas aulas de EMRC». No mesmo dia Coimbra acolhe a segunda sessão da formação «Da ardósia ao Tablet - gerir 10 polegadas na aula de EMRC». A 23 de março é a vez da Guarda iniciar nova formação sob o tema «O Lugar da Sagrada escritura na Didática de EMRC». No final do mês, a 20 de março, o Secretariado diocesano do Ensino Religioso de Lisboa inicia a formação «Celebrar a Vida!” – Propostas pedagógicas no contexto de EMRC».

 Educris|01.02.2019




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