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Gemma Serrano: É preciso «educar a um estilo cristão nas redes e na web»

Especialista francesa apontou, na iniciativa «Do Clique ao Toque», alguns os desafios à educação da fé no “continente digital” e ao papel da Igreja na rede

 

No final da sua apresentação subordinada ao tema «Educar os ritmos quotidianos, um tempo de imersão, um tempo de desconexão?» Gemma Serrano, diretora do Departamento do Humanismo digital do College des Bernardins, em Paris, considerou, em declarações ao Educris, que é urgente uma educação para um “estilo cristão de estar na rede” e desafiou os docentes de EMRC a mediarem essa educação:

“Hoje precisamos, mais do que proibir ou afastar os jovens das redes, ajudar a educar a uma capacidade crítica, a um distanciamento e ao modo como se está e é nestes ambientes. A um estilo cristão que reflita o impacto da tua palavra, do teu vídeo, a uma sensibilidade estética. Ao questionamento da realidade. Não se trata apenas de uma literacia digital, mas a um estilo cristão de viver”, apontou.

Para a especialista é fundamental que se aprenda a dominar “tantas personalidades e papeis diários nas diversas plataformas” e isso implica um respeito “por si mesmo e pela singularidade do outro”:

“Trata-se de perceber o outro que me habita, e entender-me como um mistério. Começar consigo mesmo porque nas várias redes desempenhamos várias personalidades e papeis. Entender-se como um enigma profundo e perceber o outro como alguém que sendo tão igual e tão diferente de mim me merece, pelo menos, o menos que eu desejo para mim. Temos que ajudar a construir algo comum que floresça e cresça na rede”.

Atenta às comunicações dos últimos Papas para o Dia Mundial das Comunicações Sociais sobre as redes e a presença da Igreja nesta realidade Gemma Serrano criticou o modo como em Igreja ainda persistem algumas “desconfianças sobre esta realidade”.

“Desgraçadamente ainda temos alguns ambientes eclesiais que olham desconfiados para o mundo digital. Graças a Deus que nem todos pensam assim em Igreja. Penso que necessitamos de uma reflexão séria e que a Igreja se abra ao que a academia está a dizer à alguns anos sobre estas realidades de modo a conseguirmos ser e estar mais envolvidos e sermos mais efetivos. O nosso deposito da fé tem uma grande novidade, constante, que deve falar nestes ambientes.

Educris|18.02.2019

 




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