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Formação em liderança: Diretores desafiados a estarem abertos «à novidade» e a colocar-se no «lugar do outro»

Teresa Bartolomei desafiou os diretores diocesanos da EMRC a serem líderes abertos à “novidade da ressurreição” como “caminho de e com futuro” na sociedade atual.

O Secretariado Nacional da Educação Cristã organizou, no passado sábado, dia 12 de janeiro, uma formação para diretores diocesanos da EMRC sobre liderança.

A iniciativa contou com a presença “de todos os secretariados diocesanos da EMRC do continente” e permitiu “refletir sobre a liderança nas nossas instituições educativas e na dinâmica diocesana da EMRC, trocar experiências e lançar um olhar mais aprofundado sobre a realidade dos cursos profissionais bem como apresentar as várias atividades nacionais que se vão desenvolver o longo do ano”, explicou ao Educris Fernando Moita, coordenador nacional da disciplina.

Da parte da manhã a professores Teresa Bartolomei, da Universidade Católica Portuguesa, apresentou aos docentes o tema «A Pedra Removida – A novidade da Vida Pascal na coordenação pastoral e educativa dos professores».

A especialista em «literatura e linguagem» propôs um percurso por alguns trechos bíblicos da ressurreição como verdadeira “metáfora” de vida para os responsáveis diocesanos da EMRC.

Para a docente “experiencia cristã é sempre nova e incerta” e é fundamental perceber que “experiência pascal nos permite descobrir Jesus como Cristo e isso altera a perceção da vida”:

“Como cristãos estamos em caminho e não podemos correr o risco de achar que já sabemos tudo e que transportamos, por assim dizer, um pacote que devemos entregar”.

Afirmando como necessária a “tradição da Igreja” Teresa Bartomolei alertou os presentes para o risco da univocidade no agir e na resolução de problemas em claro contraponto com o ressuscitado:

“Se olharmos para os evangelhos, estas passagens, que não são iguais em nenhum dos evangelhos, mostram-nos uma grande confusão, uma novidade e uma passagem de uma igreja pré-pascal para uma Igreja pascal. Nesta as nossas certezas são apagadas. Jesus morreu! Hoje Jesus, na sociedade pós-moderna, Jesus não está presente”, apontou.

Deste modo a professora fez o convite a fazer a experiência, “como educador, de um cristianismo residual, quase curricular” para que “retirada a pedra das nossas certezas e seguranças” possa “surgiu o ressuscitado que é sempre novidade e que nos faz sair dos nossos medos”, explicou.

 

Igreja: A novidade permanente do Espírito

Na segunda parte da sua reflexão Teresa Bartolomei apontou o perigo de “identificarmos o ser Igreja com uma tradição e não como a novidade permanente do Espírito”:

“Muitas vezes queremos perceber a Igreja como uma confirmação do que já foi. Sempre o o fazemos tentamos deter o Cristo. Não o deixamos subir ao céu. Não deixamos que esta dinâmica se reproduza. Não temos o Cristo nas nossas mãos. Não o detemos connosco. A história tem de abrir-se e regenerar-se!".

Ser líder: Um desafio constante a colocar-se no lugar do outro!

No final do encontro formativo Lígia Pereira, diretora do Secretariado diocesano da EMRC de Viana do Castelo mostrou-se “satisfeita pelas aprendizagens” porque “nos dão novas ferramentas e estratégias na relação com os docentes”.

Para a também docente de EMRC os momentos de reflexão propostos permitiam “uma leitura hermenêutica que nos faz pensar o Túmulo de Jesus e o nosso real papel na transmissão e do que temos de fazer na escola.

“É fundamental chegarmos ao aluno de hoje de modo a dotá-lo de uma visão sobre a sociedade e o mundo. E isso faz-se com o Jesus histórico e com o Cristo ressuscitado”.

Já Francisco Carreiro, de Vila Real e membro da equipa nacional da EMRC, destacou a importância do líder cristão “saber olhar para dentro, para si e colocar-se no lugar do outro”:

“No fundo devemos procurar uma simbiose entre o ‘eu’ e o ‘tu’, que muitas vezes é dois, numa postura distinta do «ser chefe». O líder deve explicar o «porquê» e o sentido da ação a desenvolver procurando envolver as equipas”, sintetizou.

Educris|15.01.2019




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