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Formação: Bispo de Setúbal agradece trabalho dos professores

Mais de 250 professores da disciplina de Educação Moral e religiosa católica participam, até ao próximo domingo, num encontro de formação em Carcavelos. Vários conferencistas ajudam os professores a refletir no tema Dignidade da Vida Humana: Um percurso em construção numa Escola com lu (cide)z.

 

Na manhã deste sábado os trabalhos tiveram início com a intervenção de D. José Ornelas, bispo de Setúbal, que começou por agradecer a presença dos “irmãos evangélicos” destacando que “a sua presença nos enche de alegria em tempo de oração pela unidade pelos cristãos”.

O prelado agradeceu “o trabalho realizado pelos professores de EMRC nas escolas” afirmando a consciência da Igreja “para o tempo de desafio que enfrentais diariamente”. D. José Ornelas “agradeceu a ousadia” dos docentes em querer “tratar temas fraturantes e difíceis de modo a poderem estar aptos a transmitir em verdade os diferentes conteúdos, sem improvisações”.

Olhando para o contexto da sociedade atual D. José Ornelas citou o Papa Francisco num encontro com os consagrados, onde este lembrou a necessidade de “não responder aos problemas de hoje com respostas de ontem”, perante um mundo que está em mudança “estrutural, colocando toda a mundividência em questão”.

D. José Ornelas reconheceu “os professores de EMRC como fundamentais no diálogo que a Igreja deve manter com a sociedade de hoje”:

“Vocês estão nas periferias da Igreja e, todos os dias, contactam com uma enorme maioria que não tem contacto com a religiosidade. Sois vós que deveis estar preparados para dialogar com todos e, para isso, tendes de ser especialistas do mundo no diálogo com a fé”.

No final da sua intervenção D. José Ornelas lembrou aos docentes que “a maioria da vossa comunidade educativa não quer uma catequese, mas sim um lugar de encontro, baseado no conhecimento cientifico, onde aja lugar para o coração e para o diálogo construtivo. No fundo “exige-se hoje dos professores de EMRC uma pedagogia nova de modo a tornar a aula desejável, sem cair em populismos bacocos, mas consciente de que temos uma palavra a dizer em dialogo com todos os outros agentes formativos de modo a contruir uma nova geração plural, capacitada para dialogar e buscar a verdade.”

A formação continua nesta manhã com a conferência do professor Américo Pereira, docente de filosofia da Universidade Católica Portuguesa (UCP) que reflete com os professores o tema “Entre a angustia e a esperança: uma leitura da existência humana na contemporaneidade”.




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